segunda-feira, 18 de março de 2013
A INERÊNCIA DO PENSAMENTO NA MATÉRIA ARRANJADA
Pergunta/tema de Daniel Lima, via Facebook:
Justiça, ética, retidão, verdade e amor são valores exclusivamente humanos, nascemos com eles, então qual a origem de toda maldade humana?
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Essa pergunta é meio "pegadinha" por já começar se apoiando em coisas meio intangíveis, rótulos duvidosos...
Primeiro que tudo, devemos pensar na definição de "mal", coisa que NÃO EXISTE NECESSARIAMENTE na natureza, sendo apenas uma convenção dos homens.
Talvez tenhamos que eliminar a errônea idéia de haver um "mal absoluto", aquele que as religiões gostam de ensinar como algo vindo de satã, do inferno, ou o equivalente mitológico, representante do oposto do "bem absoluto".
Raciocínios assim sempre partem do pressuposto da existência do bem, devido à sua associação com o próprio Criador/Deus, que representa esse "lado bom", e naturalmente criou-se a idéia contrária, que seria o "lado ruim", "o mal".
Talvez o leitor adepto desses conceitos deva se frustrar ao continuar a partir daqui, afinal o texto é em base secular, sem levar em conta superstições ou misticismos.
O que resta então, são apenas rótulo classificatórios, assim como justiça, ética, retidão, verdade ou amor, entre tantos outros, que alguns homens se apropriam e enfeixam em esquemas que se adéquam em estruturas imaginárias e muitas vezes piegas.
Devido à evolução de nosso cérebro, que cresceu exponencialmente em complexidade, apenas nascemos com o potencial para tudo isso e muito mais, E SÃO APENAS PROBABILIDADES. Chamamos de mal ou bem conforme nosso egoísmo ou interesses ou da cultura a que estamos imersos.
Mas no geral, é óbvio que o que é "mal" para um pode ser o "bem" para outro, que o digam as guerras, por exemplo. No próprio embate entre as ideologias ou religiões, cada lado enxerga a si próprio como representante do bem, e o outro do mal.
Agora mesmo por esses dias eu observava alguns cristãos, intolerantes como eles só, que consideram os rituais afro como "coisas do mal", e simplesmente os combatem, achincalham e pregam a plenos pulmões que são todos endemoniados, etc.
EU VI ISSO DE PERTO! Imagino quantas pessoas não perderam o emprego ou alguma oportunidade somente porque quem o avaliou era um desses adeptos do segregacionismo.
Não existem duas fontes! A origem do que se rotula "maldade humana" é a mesma do "amor humano": A mente, as relações, a cultura, a ignorância, a inteligência (ou a sua ausência), a contemplação (ou apatia), os interesses, a vida enfim...
Apenas gostamos de rotular, classificar e relacionar essas coisas. É só isso!
A menos que caiamos no equívoco muito comum dos criacionistas, que é o de nos acharmos especiais demais, por "Deus nos ter feito à sua imagem e semelhança", tremenda bobagem propagada facilmente, devido à arrogância e soberba humana.
Se um cão ou qualquer outro ser vivo tivesse a complexidade da mente humana, tais valores apareceriam naturalmente. Na verdade já detectamos em alguns animais alguns valores ditos humanos como lealdade, amizade, confiança, altruísmo, etc.
Diante da última frase, não posso deixar de considerar que tais valores, os considerados mais nobres, aliás, iriam bem além do escopo humano, pois ainda não se descartou a possibilidade de outros tipos de inteligência no universo, tanto inferiores quanto superiores a nós.
Os átomos “normais’ do cosmo, cozinhados nas estrelas “normais”, parecem se aglutinar, combinando seus campos de tal maneira, que SÃO COMO QUE DISQUETES OU PEN-DRIVERS, podendo armazenar informação aleatória ou programada, em suas estruturas elétricas e quânticas.
A PRÓPRIA MATÉRIA É INFORMAÇÃO! O "CÉU" PENSA!
O pensamento, logo a mente, brotam da matéria suficientemente arranjada para abarcar a complexidade necessária.
As complexas estruturas nervosas prendem partículas polarizadas eletricamente e as faz transitar e alterar seus compostos, retendo e produzindo dados, sendo isso tudo chamado de pensamento, ou consciência, meros torvelinhos bioelétricos!
Não tem porquê a terra ser a única detentora de tal fenômeno, complexo mas aparentemente normal, de gerar consciência através da complexidade da matéria estelar aglutinada por n fenômenos SEMPRE NATURAIS (qual não é? Tudo é da natureza, não é mesmo?)
É soberbo sabermos que somos partículas materiais que PENSAM O COSMO! Nesse sentido, E NESSE SENTIDO SOMENTE, somos seres "celestiais"...
...mas... qual ser não seria?
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
RELIGIÃO OU HEDONISMO?
No post anterior, tento demonstrar que não há lógica em orar, mesmo que exista algum deus.
Diante de tal constatação, só posso encerrar o assunto falando do velho e bom hedonismo (Wikipedia: Doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana - O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas)
Garantir logo o nosso paraíso aqui na terra parece ser um grande negócio, já que não sabemos MESMO o que vem depois.
Ou seja, não pedimos para nascer, mas já que estamos aqui, enquanto não chega a nossa vez, havendo ou não algum paraíso depois, devemos aproveitar a vida o tanto quanto possível! (Carpe Dien, Hakuna Matata...)
Não custa lembrar o falecido Betinho:
Temos apenas duas atitudes na vida:
MARQUE A RESPOSTA CORRETA
( ) Ser triste
( ) Ser feliz.
Qual seria o óbvio?
Link para um post de 2012, com o tema dessa escolha:
DOIS CAMINHOS:
http://www.secularista.com/2012/08/dois-caminhos.html
A minha opção é sempre optar por uma vida mais leve, isenta dos dramalhões bíblicos em que nos enfiam garganta abaixo, pesadas cargas morais, que foram baseadas em concepções antigas da época da idade do bronze, sobre pecados, culpas e castigos, tocadas a chicotes e danações. O negócio era assustar para dominar! E o pior é que tem funcionado!
Tudo isso para justificar um prometido paraíso posterior à morte, já que a vida terrena, baseada nesses termos, obviamente seria insatisfatória (ainda mais naqueles sofridos tempos medievais)
Muitos pregam que sem esses procedimentos baseados na existência de pecados, punições e ameaças de condenação, os homens descambariam para a barbárie, o que acarretaria no fim da civilização, o que é uma mentira ancestral maldosamente repetida por sacerdotes temerosos de perder o poder sobre o rebanho.
A consequência disso é que essa mentira atrapalha MILHÕES de pessoas a viver plenamente. Estão ignorando (ou escondendo) que a educação normal e códigos morais básicos e familiares, eliminam tranquilamente a barbárie, sem necessidade de ameaças ou promessas.
-x-
Uma consideração de última hora:
Bem, olhando essa tortuosa exposição, talvez a coisa toda seja uma questão de capacidade de processamento.
Infelizmente, é difícil reduzir o texto, já que há tanto para comparar, relatar e considerar. É um assunto pesado mesmo.
Na prática, esse tópico pode ser algo tão complexo e ao mesmo tempo tão rebuscado em suas sutilezas, que as pessoas simplesmente não conseguem alcançar toda a ideia E enxergando apenas partes dela, só podem se fechar ao assunto.
Aliado a isso, vem toda a luta, sofrimentos e mazelas da existência de cada um, que termina com só ele sabendo de seu próprio desespero, confusão, conduta e expectativas. Talvez, para essa pessoa, a realidade não seja exatamente o que ela procura, e eu PRECISO compreender isso!
"Cada um sabe onde dói seu calo".
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
O VERDADEIRO PODER DA ORAÇÃO
Ainda pequeno, quando eu rezava, sentia um tipo de vergonha, um constrangimento que eu não sabia explicar.
Assim era também quanto a ter que "pedir benção" ao meu pai ou a minha mãe. Pior ainda: Eu travava de vez, se tinha que pedir benção a algum tio ou tia. Eu não conseguia achar aquilo necessário.
Chegava a levar uns safanões dos meus pais para deixar de ser "bicho do mato" - Onde já se viu? Tem que tomar benção, menino!. Pede logo, pede! (Não é ridículo? Pensem bem!)
Hoje em dia eu entendo que minhas reações eram instintivamente legítimas, pois eu já sentia que aqueles procedimentos eram de natureza controladora e humilhante, apesar de meus pais serem inocentes por não se aperceberem disso.
Eles apenas repetiam sem pensar, o que aprenderam com os pais deles, docilmente, sem margem para contestação. Simplesmente repetiam, passavam adiante um comportamento aprendido.
Eu, em sã consciência, como não queria isso para mim, também jamais exigiria algo assim dos meus filhos.
Com certeza eu não gostaria de vê-los tendo que se humilhar ou se rebaixar, nem a mim, nem a ninguém nem a nada desse mundo (ou mesmo de outro), pois os amo, e vou educá-los para a igualdade entre as pessoas e para serem livres.
Eu sinceramente peço a todos os leitores religiosos que me desculpem a sinceridade, mas eu preciso dizer que agora, homem maduro que sou, e munido de minhas experiências, estudos e contemplações de uma vida inteira sempre atenta, posso afirmar do alto de minhas cuidadosas certezas, que ORAÇÃO É UMA COISA SEM SENTIDO!
Eu explico, acompanhe a lógica e me corrija, leitor amigo, se eu estiver errado.
Vamos lá: Mesmo assumindo que há um poderoso ser sobrenatural, que fez a tudo e também manda em tudo por aqui (Deus), qual a lógica de pedir algo em oração a ele, se por ser ele onisciente, já sabe tudo o que me falta?
Até o que estou por pensar ele já saberia, não é mesmo? Ele não é cônscio do passado, presente e futuro? Para que ele exigiria a oração? Qual seria seu intento? A humilhação do pedinte? Checar nosso caráter? Como, se ele já o sabe de antemão, graças á sua onisciência? Ele já não nos fez assim? LOGO ELE JÁ SABE!
Mesmo tendo nos dado o livre arbítrio, ele já antevê o que pediremos, seremos ou escolheremos ou mesmo pensaremos, certo? Lembremos que todo o roteiro dos acontecimentos, inclusive do futuro, em todos os detalhes, passa por ele!
Se mesmo assim ele gosta das orações, então gosta de ser adulado, é isso? Seria para sabermos que nada somos sem ele? Que ser mais bobo, seria esse! Tão poderoso e tão carente de atenção! Quase uma criança mimada! Isso não pode ser uma característica do Altíssimo!
Eu não consigo achar isso de um hipotético ser tão magnânimo, tão glorioso. O meu Deus não seria assim! Ele jamais iria querer me ver de joelhos, pois ele já sabe a muitos séculos o que iria me faltar e o que eu iria querer. Então pra quê ele tem que aturar essa chatice, essa choradeira? Para tão poderoso Deus, isso seriam firulas óbvias...
O que parece acontecer, é que quem pratica tais ritos, não parou para pensar direito sobre o assunto, ou se parou e ainda acha sentido na coisa, é porquê tem uma mente meio simplista, avessa à lógica, por não conseguir entender o que um ser onipotente e onisciente realmente faria ou deixaria de fazer.
Assim as pessoas que acham a oração eficiente, estão pensando em termos humanos, e atribuindo a seu Deus a sua mesma maneira pequena e tola de agir.
Se isso tudo for mais ou menos verdade, orar até ofenderia ao hipotético Deus, pois ao se rebaixarem, implorando a rezar, os homens "estariam pensando mal" dele, nivelando-o por baixo, subestimando-o como se ele também fosse um humano falho, orgulhoso e prepotente, que gosta da adulação.
Seria como se um biólogo, por exemplo, perdesse tempo para "se sentir", ao gostar de observar ao microscópio, as amebas implorarem por mais alguns segundos de existência, ou melhorias nas condições de vida, O QUE OBVIAMENTE ELE JÁ SABE, E NÃO PRECISA UMA AMEBA FICAR DIZENDO O QUE NECESSITA! Então, WHAT´S THE POINT? QUAL A LÓGICA?
Ou mesmo que não seja isso, Deus poderia não gostar, por insinuarem que ele não sabe o "seu trabalho".
-Oh, Senhor! Salve meu filhinho!
-Eu sei! Sou onisciente, esqueceu?
Só esse raciocínio já inviabilizaria a alguém lúcido, a prática de ficar orando/rezando, mesmo que algum deus existisse.
Então, qual o verdadeiro poder da oração? No máximo seria o de aliviar as neuroses dos sofredores, e de quebra, em alguns casos, temos os benefícios do efeito placebo, já estudado pela ciência, já que a atitude e a expectativa positiva dos que rezam, podem ajudar o organismo em alguns casos... mas isso não é nada sobrenatural, e uma atitude positivamente otimista poderia gerar o mesmo resultado.
Devemos cultivar a serenidade lembrando de Sidarta Gautama, o eminente Buda. Ele teria sabiamente dito:
"O sofrimento é inerente à vida"
Então, devemos saber aceitar o que não tem jeito, como seres maduros que somos.
PAIXÕES: KON-TIKI, A EXPEDIÇÃO!
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| O ASSUSTADOR TUBARÃO BALEIA CIRCULA A JANGADA DE THOR |
Quando adolescente, li uma reportagem, acho que na revista Seleções, sobre uma expedição, em 1947, em que uns aventureiros, liderados por Thor Heyerdal, construíram uma "balsa com uma casa em cima", e simplesmente se meteram em 4000 km pelo oceano pacífico afora, das costas do Peru até Raroia, nas ilhas da polinésia.
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| IMAGINEM QUE LOUCURA, SE METER ASSIM PELO PACÍFICO, SOMENTE SEGUINDO AS CORRENTES! |
Aquilo não saiu mais da minha cabeça! Eu só visualizava aquela balsa com aquela casinha singrando os mares, livre como nada mais pode ser.
Na época, no auge de meu espírito romântico, fiquei sonhando em um dia, crescido, MORAR numa balsa parecida, nem que só por uns tempos, e conhecer assim as praias do Brasil e do mundo.
Finalmente, em 2003, comprei o livro KON-TIKI, de Thor Heyerdal e conheci em detalhes a magnífica jornada.
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| COMPREI O NA FEIRA DO LIVRO DE DUQUE DE CAXIAS, EM 2003 |
É uma viagem inesquecível, que requer uma coragem que admito hoje não ter mais.
Agora acabou de sair um filme que recria a trajetória daqueles heroicos homens. Gostei bastante, e é um ótimo complemento ao livro.
Recomendo aos amantes das grandes explorações, e do antigo e verdadeiro "espírito de aventura".
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
A MENTE HUMANA CRIANDO DEUS, PODE ESTE PASSAR A EXISTIR?
Pergunta/tema de DANIEL LIMA, via Facebook:
Sendo a mente humana a única força criadora que conhecemos, inclusive de Deus, a mente humana criando Deus, pode este passar a existir?
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Devemos pensar na mente humana mais como um tipo de esponja "armazenadora" e "misturadora" do que verdadeiramente "criadora". Ela é um processador, simulador, que apenas re-arranja o material que entra, e a isso conveniamos rotular de criação.
Precisamos lembrar que não tem nada de "nobre" ou diferente em nossas mentes.
Pelo universo afora existem as mesmas matérias primas, energias e leis naturais que possibilitaram a nossa ser criada aqui, na terra, e não há porquê tal fenômeno não possa se repetir VÁRIAS VEZES.
Logo, o bom senso diz que a mente é inerente à matéria. Matéria essa, é óbvio, montada em arranjos organizados (organismos vivos).
Mas mesmo que a mente seja comum na natureza cósmica, tudo o que ela emula, de certa forma termina fazendo parte do mundo real também, porém com algumas restrições.
Por exemplo, "existem" músicas ainda não compostas. Na verdade, todas sempre existiram como possibilidade. Algumas talvez nunca sejam "descobertas" na terra.
Um dia, alguma mente consegue captar/combinar as notas necessárias para que aquela harmonia específica seja emitida. Para isso, ela teve que emular/imaginar a tal canção.
A nona sinfonia de Beethoven já existe "diluída" na natureza POR TODO O COSMO, e ele teve que "ouvi-la com a mente" primeiro, testando nota a nota até a coisa ficar "redonda", coisa que somente alguns podem conseguir, devido a habilidades especiais (dom musical/capacidade de processamento diferenciada, coisas de gênio!)
Talvez, em outra galáxia, em algum mundo onde a propagação de som seja semelhante a da terra, outro ser, com outro tipo de mente DE OUTRA ORIGEM, também possa inventar A MESMA MELODIA. Por que não?
Traçando um paralelo, nada pode impedir que culturas diferentes (humanas ou não) "inventem" a roda. Lembrando que "roda" é algo já existente dentro das possibilidades naturais, afinal ninguém consegue inventar o que não é possível.
Esse tipo de força criadora consegue externar sua criação, ao construí-la "aqui fora" da mente, na forma de músicas ou mecanismos, mas no caso da ideia de Deus, o poder de processamento de qualquer mente SEMPRE será inferior à matriz de propriedades necessárias para a exigência de um ser tão supremo, tornando impossível "criar externamente" tão titânico ser, já que na verdade ele não passa de um atalho, um rótulo mental "mágico" criado apenas como justificação (culpa/mérito/causa) de tudo.
Ufa!... é por aí.
COROLÁRIO: NÃO PODE SAIR MAIS DO QUE SE ENTRA.
Para resumir, esse corolário substitui tudo o que escrevi acima, he he he
(Pensando bem, é a mesma coisa que a lei física da conservação, de Lavoisier: "Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma")
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
ALMAS E ESPÍRITOS
Não parece haver em nós nada que se pareça com as fantasmagóricas descrições clássicas de "alma" ou "espírito".
Se assim fosse, a ciência já teria detectado alguma
tendência nessa direção.
O que para mim faz mais sentido, é que seríamos uma espécie
de "cacho de interações", como uma enorme nuvem, que tem a capacidade
de gerar raios e trovões, fenômenos naturais, sem precisar de algo
"unificador e místico" que a justifique, algo como "alma".
Somos verdadeiros fenômenos complexos, com uma boa
capacidade de colher informações, que se armazenam, como os sulcos erosivos nas
rochas, e se processam quimicamente, tudo muito natural, por sinal.
Somos "apenas" resultado de energia química, que
por "culpa da entropia", através da evolução, nos montam como
entidades químicas com capacidades retentoras de informação e processamento.
Nossa consciência seria uma "longa"
multi-interação de micro-processos, que não passam de uma "sopa turbulenta
de elétrons", que seguem órbitas atômicas de arranjos peculiares de
estruturas que chamamos neurônios e que se dissipa com facilidade por qualquer
desarranjo.
A esse processo chamamos de consciência, e ela não é
perfeita, como querem alguns, ao intuírem serem resultado de uma "nobre
alma" a possuir/habitar um feixe de matéria (nosso organismo).
Quero que lembrem que os outros animais também possuem
consciência, e nesses, os adeptos da existência da alma, ou espíritos não
admitem semelhanças com humanos.
Essa "lógica tosca" lembra a errada idéia antiga da
existência da substância "éter", para justificar as transmissões pelo
vácuo.
Querer que houvesse uma alma a nos preencher, demonstra
arrogância, falta de informações e de raciocínio lógico, problemas típicos da
medieval contaminação religiosa, o que inviabiliza um debate sério com tais adeptos, que longe da realidade, ignoram as evidências em prol de inverdades disseminadas boca-a-boca, obscuros memes milenares, iniciados por homens recém saidos das cavernas.
Reforço que somos feitos inteiramente de "matéria
comum", dos mesmos átomos naturalmente encontrado nos bichos, nas plantas,
nas pedras, na água, nas estrelas, poeira cósmica primordial, enfim.
E isso, para mim, nos torna tão dignos quanto o próprio
universo, e não precisamos ser “mais especiais” ainda.
Somos inerentes crias do cosmo, resultado natural de seu
desdobramento, e o estamos processando, e isso é um fenômeno natural. A própria
matéria parece ter essa capacidade de armazenar e processar a si mesmo. Nada de
deuses, almas ou qualquer tipo de superstição! Somente a beleza da existência.
As propriedades físico-químicas que regem as partículas que
por fim geram nossa consciência, são o verdadeiro mistério da questão! De onde
vieram? Por quê existem? De que maneira vieram a existir? Por que o universo, em detrimento do nada?
ESSAS são as verdadeiras, primordiais e absorventes questões!
Contemplemos...
(Nesse meu post de 2010, o assunto tem tudo a ver) http://www.secularista.com/2010/12/homo-maculatus.html
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
CRER OU NÃO CRER, EIS A QUESTÃO!
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| Como se sente um crente em divindades: OBSERVADO! |
Como todos devem saber, SOU UM CÉTICO/AGNÓSTICO incorrigível, pois minha natureza olha a tudo pela perspectiva das ciências, pois detesto me enganar! Geralmente sou logo taxado de ateu, já que não creio na bíblia, mas, ora bolas, assim todos nós somos ateus, já que nunca cremos em todos os livros sagrados das outras religiões.
Aquele que crê só na bíblia, descrê de outros livros sagrados, como o talmude ou o alcorão, e vemos até em certos filmes, os muçulmanos chamarem os cristãos de infiéis, o que é algo bem próximo da realidade. Então não estou sozinho, he he he.
Certa vez, uma senhora, colega de trabalho, perguntou qual minha religião, e eu disse que até os 14 anos era católico, mas que agora não tinha nenhuma, e levei o maior esporro:
-QUÊ NEGÓCIO É ESSE, MENINO???? ONDE JÁ SE VIU ALGUÉM VIVER SEM RELIGIÃO???? - E virou a cara e foi embora!
Puutz! Eu ainda era bem novo, e fiquei constrangido, e até bem impressionado. Ela me fez parecer o cara mais errado da terra.
-Será mesmo? -Pensei eu. - Estaria eu equivocado? Melhor eu ir ler mais... (Sentiram o detalhe? LER!)
Em pouco tempo fui "solidificando" minhas idéias sobre pertencer a religiões, e vi que o melhor mesmo é ficar afastado delas. (Não só eu, mas todas as pessoas. As religiões deveriam morrer à míngua).
Agora, algumas décadas depois, mais maduro e mais informado ainda, posso afirmar:
O HOMEM NÃO PRECISA DE RELIGIÃO. TALVEZ ELA TENHA SIDO ÚTIL EM ÉPOCAS MAIS PRIMITIVAS, MAS DAQUI EM DIANTE, NÃO!
Eu posso provar em argumentação, que minha vida só poderia piorar se eu me convertesse à alguma religião:
Eis os porquês:
*Passarei a temer almas, demônios, infernos, além do próprio Deus! (Hoje nada temo, senão marimbondos, como ensinou-me meu pai, o Sr. Evaldo)
*Perderei 10% de meus rendimentos se for para religião tipo evangélica, com foco nos dízimos. (Isso nem precisa ser explicado, né? Sustentar barbudos, estou fora!)
*Talvez o pior: Terei que parar de pensar em sacanagem, ou pelo menos continuarei a pensar, mas com bastante dor de cabeça, como vários amigos meus crentes, já que a consciência vai ficar pesada, e como não se engana Deus, que tudo sabe, que tudo vê, vai ser "um inferno" pensar (ou praticar) a bendita sacanagem, sem ter que ficar implorando perdão para não ser condenado. Assim o stress passará a fazer parte de minha vida daí em diante, pois o inferno passaria a ser uma "opção", e não estou acostumado com bafo quente na nuca.
*Com o que aprendi até agora, eu SEI que estaria errado em mudar de vida, e queimaria meu único cartucho, o da minha existência, me contaminando com uma mitologia "nada a ver", o que seria um desperdício danado! Imagina se na velhice eu voltasse à lucidez e visse a "M" que fiz por todo esse tempo convertido. IRIA ME ARREPENDER DE TER SIDO RELIGIOSO Á TOA, E MORRERIA MUITO PUTO!!!!!! (Sim! Exemplifiquei o contrário do que os religiosos gostam de dizer, sobre o descrente "acordar" no fim da vida e se arrepender. Comigo é o inverso!)
E ainda tem algumas outras coisinhas adicionais a se considerar:
*EU PENSO! E até hoje NINGUÉM conseguiu argumentar comigo sobre religião em me converter/convencer, nem um átomo sequer.
Posso ter dado "azar" e somente ter debatido com tolos ou meros incautos de "cabeça feita", que pouco traquejo têm do mundo das idéias e de seus confrontos, demonstrando geralmente que detestam ler, ou leem muito pouco (inclusive a bíblia!).
Geralmente se perdem em repetições sinistríssimas e terminam ficando irritados e sem respostas, decretando que "já estou condenado", ou que "já sou dele" (diabo) ou que "um dia vou me curvar", ou "vai acontecer alguma coisa de ruim, e eu vou rapidinho procurar Deus".
Sério! Já me disseram tudo isso. Essas coisas só assustam à pessoas sem instrução ou sem raciocínio ou sem opinião.
Já me mandaram ler a bíblia (por que só ela? Tem o alcorão, os vedas, o talmude, etc...) MAS ACONTECE QUE JÁ LI, ORAS!
E ainda li muito desses outros livros ditos sagrados. Para mim ficou óbvio que não são históricos (Não existe registro factível nem de Jesus, podem procurar nos livros históricos, ou sites sérios sobre história, NADA CONSTA!), e no máximo, são apenas parábolas e narrativas da era do bronze, com muito fundamentalismo e muito obscurantismo (e muitas ameaças, que hoje não colam mais).
Será tão difícil assim entender que tudo isso foi criado por pessoas oportunistas que queriam controlar as massas?
Nunca leram nada sobre isso? “Um dogma é a mão de um antigo/morto no pescoço de um novo/vivo”, ou “Os evangelhos querem obrigar os nossos moços ao poder dos nossos velhos”... “Uma escola é o farol que ilumina, uma igreja é a neblina que esconde...” etc, etc, etc...
Mas até que em algumas passagens, esses textos dariam boa mitologia, poderia virar um bom filme, por exemplo.
Aliás, sou bastante fã de OS DEZ MANDAMENTOS de CECILL B DE MILLE, e revejo sempre que posso, assim como revejo FURIA DE TITÃS, e mesmo gostando muito não saio por aí achando que exista Deus ou Zeus.
Como bem disse num post do facebook o nobre Brenno Werneck:
"O auge do poder da igreja era chamado de idade das trevas e o seu declínio foi chamado de iluminismo - nem precisa dizer mais nada né?" - GENIAL!
Já argumentei "Por que não crer", e aguardo contestações (que não CREIO haver nenhuma boa das pernas, he he he)
Não dá para entender "Por que crer" (Alguém se habilita à argumentação? Tenho material para debates!)
Enfim: respondendo ao título do tópico:
Pergunta: CRER OU NÃO CRER?
Resposta: NÃO TEMOS QUE CRER, TEMOS QUE SABER!
Como falou minha heroína, Hipátia no filme "Alexandria":
"Se não questiona o que acredita, você não pode acreditar"
FUI... (ler+)
sábado, 29 de dezembro de 2012
ANTENADOS!
Tenho sede...
Leio todo livro que posso, vejo todo filme que me desperta o
interesse, assisto tudo que é documentário, procuro os seriados mais
envolventes, sou fascinado pelas biografias, estou sempre disposto a conversar
com quem também gosta, adoro debater!
Leio quadrinhos selecionados, ouço músicas das mais
diversas, e curto freqüentemente a shows gravados, sou super-eclético, e curto
tanto Kleiton & Kledir quanto Mozart, Pink Floyd ou Luis Gonzaga, pois a
arte é eterna, indo além dos limites de tempo ou espaço.
Amo contemplar a vida e a natureza. Vejo numa simples lufada
de vento motivos para filosofar.
Sinto-me cada vez mais realizado e mais amante da vida. A
cada dia em que vivo dessa maneira, acordo e vejo o dia mais iluminado,
claridade por todo lado!
Como dizia o pensamento de Confúcio, o conhecimento afasta
medos e perplexidades, nos deixando mais sóbrios e cônscios do que realmente
importa.
Ignoro pecados e castigos, fantasmas e demônios, e vivo de
forma desassustada e, portanto, mais feliz e confiante.
Para tal, simplesmente dei alguns passos em direção à luz,
saindo assim das sombras da ignorância, e não vejo porquê todos não possam
fazer o mesmo.
Meu sonho é bastante piegas, eu sei, MAS É MEU SONHO MAIOR:
Que um dia TODA a humanidade se ilumine, saindo da ignorância atual, e colha os
inevitáveis benefícios de tal procedimento.
Seria o paraíso na terra.
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O VERSÍCULO... (Fato verídico)
Todos sabem que sou um cético de plantão, e sempre que posso, aproveito as oportunidades para gerar debates, que adoro tanto.
Dia desses, no trabalho, em meio a um grupo misto de amigos "incautos", sendo a maioria cristãos, todos formalmente falando besteiras e um sacaneando o outro, e tal, levaram o assunto para sexo anal, etc, aí peguei uma deixa sobre pecados, que é o assunto que estava rolando, e lançei a a seguinte pérola:
Dia desses, no trabalho, em meio a um grupo misto de amigos "incautos", sendo a maioria cristãos, todos formalmente falando besteiras e um sacaneando o outro, e tal, levaram o assunto para sexo anal, etc, aí peguei uma deixa sobre pecados, que é o assunto que estava rolando, e lançei a a seguinte pérola:
- Lembra, pessoal que os sodomitas não herdarão o reino de Deus...
A comoção foi forte! Quase em coro muitos proclamaram em voz alta:
- Quem disse isso? (Porra, o pessoal se diz cristão e não lê a bíblia!)
- Tá na bíblia, oras! Eu que sou o incrédulo do grupo, já li.
O pior é que muitos não acreditaram.
-Não iam colocar esse assunto lá. - Disse um.
- Eu não acredito! - Disse outro pretenso cético...
A comoção foi forte! Quase em coro muitos proclamaram em voz alta:
- Quem disse isso? (Porra, o pessoal se diz cristão e não lê a bíblia!)
- Tá na bíblia, oras! Eu que sou o incrédulo do grupo, já li.
O pior é que muitos não acreditaram.
-Não iam colocar esse assunto lá. - Disse um.
- Eu não acredito! - Disse outro pretenso cético...
Então eu tive que pegar o celular e buscar o termo "sodomita" na bíblia eletrônica. Achei várias citações, mas mostrei a que interessava:
CORINTIOS 6,9:
"Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas"
-Tem aí mesmo isso sobre Sulamita? perguntou uma amiga.
-É SODOMITA, CACETE! - Corrigiu outra. (Esses crentes de hoje!)
-Sulamita era uma periguete lá de perto de casa - Disse eu morrendo de rir.
CORINTIOS 6,9:
"Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas"
-Tem aí mesmo isso sobre Sulamita? perguntou uma amiga.
-É SODOMITA, CACETE! - Corrigiu outra. (Esses crentes de hoje!)
-Sulamita era uma periguete lá de perto de casa - Disse eu morrendo de rir.
Todos riram muito, numa explosão nervosa muito estranha. Mas o mais incrível é que todos concordaram com o seguinte:
-Se é desse jeito, assim NINGUÉM entra no céu! - Todos disseram juntos.
É incrível, mas pela primeira vez um grupo filosófico tão heterogêneo concordou tão unanimemente.
As pessoas conseguem se dizer religiosas, frequentando direto as igrejas mas não conhecem direito suas escrituras.
Os padres/pastores ficam só circulando na mesmice generalizada dos versículos manjadíssimos por sinal, que até quem não é da igreja já sabe de cor e não aguenta mais ouvir, tipo "O Senhor é meu pastor, e nada me faltará".
Se lessem mais (inclusive a bíblia) saberiam escolher melhor.
VITÓRIA CÉTICA! Botei os rebanhos para pensar e questionar.
(Mais alguns para queimar junto comigo no "mármore do inferno", entre acalorados debates eternos...he he he)
-Se é desse jeito, assim NINGUÉM entra no céu! - Todos disseram juntos.
É incrível, mas pela primeira vez um grupo filosófico tão heterogêneo concordou tão unanimemente.
As pessoas conseguem se dizer religiosas, frequentando direto as igrejas mas não conhecem direito suas escrituras.
Os padres/pastores ficam só circulando na mesmice generalizada dos versículos manjadíssimos por sinal, que até quem não é da igreja já sabe de cor e não aguenta mais ouvir, tipo "O Senhor é meu pastor, e nada me faltará".
Se lessem mais (inclusive a bíblia) saberiam escolher melhor.
VITÓRIA CÉTICA! Botei os rebanhos para pensar e questionar.
(Mais alguns para queimar junto comigo no "mármore do inferno", entre acalorados debates eternos...he he he)
Mas pra finalizar, tem a engraçada contradição na própria bíblia:
DEUS AMA A QUEM DÁ COM ALEGRIA -Coríntios 9:7.
DEUS AMA A QUEM DÁ COM ALEGRIA -Coríntios 9:7.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
2001, Uma Odisséia no Espaço em minha vida.
2001 EM MINHA VIDA
Eu SEMPRE quis ver 2001, Uma Odisséia no Espaço, o
famoso "melhor filme de ficção científica de todos os tempos", mas eu tinha
apenas 5 anos quando foi lançado e cresci ouvindo curioso, o tema de 2001: ASSIM
FALAVA ZARATUSTRA, de RICHARD STRAUSS, e já tinha a música como algo meio "místico", apesar de eu ser um
cético/agnóstico de carteirinha. Nas tvs e nos rádios da época, tocava também o
BELO DANUBIO AZUL de JOHANN STRAUSS (que estranho: tudo é Strauss, agora?) e
diziam que era do famoso filme, mas já era quase anos 80 e cada vez menos
passava nos cinemas.
Um dia, anunciou na tv aberta, na Rede Globo, com a
chamada mais ou menos assim: "-O homem contra o
computador...”.
Então eu assisti somente com isso na cabeça. Não tinha
idéia de nada, pois não havia lido ainda o livro de Arthur C.
Clarke.
Fui, vi... Terminei de
ver...
O QUE FOI AQUILOOOO!!!
De cara, saquei que a idéia era grandiosa demais, com
aquele negócio de monólito negro, obviamente algo de origem tecnológica,
aparecendo na pré-história entre os homens
primitivos.
Fiquei maravilhado com a descoberta de outro semelhante,
na lua!!!! Fiquei hipnotizado com as imagens poderosas criadas pelos magos dos
efeitos visuais. Naves lindíssimas, singrando o espaço, passeios pela paisagem
lunar...
E o final? Que viagem mais louca!!! E aquele bebê
flutuando no espaço? Que olhar era aquele? Parecia fitar a terra, parecia nos
fitar... ARREPIANTE!!!
Cheguei a entender que a viagem da nave Discovery (que
parecia um grande espermatozóide) era apenas uma FECUNDAÇÃO DE JÚPITER, e o
astronauta Bowman era o "DNA" que gerou aquele bebê cósmico. Tudo engendrado por
aliens avançadíssimos e gigantescos, com propósitos obscuros, TALVEZ PARA NOS
CONSUMIR!!! Seríamos algum tipo de cultivo ou experiência DELES? (Arrepio,
arrepio, arrepio... só de imaginar essas coisas!) Em suma: MANEIRO!!!!!!! (Gíria
da época que trago sempre)
Fiquei DIAS pensando loucamente naquilo tudo, naquele
filme arrebatador... Mil idéias nunca chegavam a concluir ou satisfazer (soube
depois que ESSE era o objetivo daqueles malditos STANLEY KUBRICK e ARTHUR
CLARKE, deixar tudo meio vago, sujeito a múltiplas
interpretações)
Os criadores queriam mesmo era bombardear os incautos
espectadores e deixá-los filosofando o resto da vida, ainda mais naqueles tempos
sem Internet...
Mas logo comprei o livro de ARTHUR C. CLARKE e entendi
tudo. Adorei cada palavra, mas não houve arrebatamento
igual.
Depois comprei sua continuação (2010, Odisséia 2) e
quase houve arrebatamento, mas isso é outra
resenha.
Mas só entendi 100% dos propósitos dos criadores da
saga ao ler MUNDOS PERDIDOS DE 2001, um ótimo livro que achei num sebo, contando
os bastidores tanto do filme quanto do livro, que foi escrito EM PARALELO! Isso
eu não sabia!
Na verdade o que havia antes era um conto de A. C.
CLARKE, O SENTINELA, que serviu de premissa para todo o
projeto.
Quem puder (e tiver a sorte de encontrar) leia o livro,
que é saborosíssimo, e cheio de inspiradas idéias da genial dupla, que não foram
usadas nas versões finais da ODISSÉIA.
Ainda curti os livros com as continuações 2061 e 3001,
com desdobramentos muito bacanas, mas nunca mais houve arrebatamento semelhante
ao primeiro e ao segundo...
O filme que fizeram de 2010 (O Ano em que Faremos
Contato) quebrou bem o galho, pois tem seus momentos, e sempre assisto também.
Nesses anos todos, já tive fita, dvd e agora blu-ray. Futuramente terei com certeza algum tipo de "Holo-Cristal-3d-Imersivo" de 2001 e 2010... e do que mais filmarem sobre o
tema.
Foi nesse tempo que descambei de vez para a leitura
compulsiva de fc (ficção científica). Praticamente zerei toda a obra de ARTHUR
CLARKE, que é meu favorito até hoje, mas ISAAC ASIMOV e CARL SAGAN também
fizeram minha cabeça.
PARA ENTENDER 2001
DE VEZ... (SPOILERS!)
Esclarecendo de vez o enredo, para quem não entendeu
ainda, vai um resumo rápido. (Cuidado! Você pode matar aquele senso quase místico
que o filme deixa em nossa mente, apesar de que entender tudo também é
maravilhoso!)
1-Na pré-história, um grupo de homens primitivos recebe
uma "ajudinha" de uma inteligência superior, na forma de um misterioso bloco de
pedra preta, retangular e toda lisa, um monólito negro, que aparece de repente e
influencia os homens a lutarem e caçarem, de maneira que possam evoluir, e não
se extinguir. Antes eles eram tão apáticos e tolos, que nem matavam os animais
para comer. Logo tiveram a boa idéia de usarem ferramentas, e tudo começa a
mudar. E assim, num corte de cena de 4 milhões de anos, partimos do porrete e
chegamos ao futuro, onde já estamos viajando pelo espaço. G-E-N-I-A-L
!!!!!!
2-Numa operação secreta, um grupo de pesquisadores voam
até a lua para estudar um misterioso monólito negro (de novo!) que apareceu
enterrado numa cratera. A humanidade tem agora a prova que existem (ou
existiram) seres extraterrestres! Durante a aproximação, como se o tivessem
despertado, o monólito (que está lá por milhões de anos!!!!) emite um fortíssimo
sinal de rádio direto para o planeta júpiter. - Forte senso de mistério! O que
diabos foi aquilo? Primeiro eu pensei que os astronautas estavam morrendo, já
que tentavam tapar os ouvidos e se contorceram durante o guincho agudo do sinal.
A mente dá voltas, ao pensarmos que existe algo inteligente que nos acompanha
desde nossa origem, e que agora parece ter sido avisado pelo sinal emitido. (Um
medo irracional cresce no fundo de nossa mente: o que vem por aí? Uma visita?
Uma invasão? Nossos criadores, nossos salvadores ou os donos do matadouro?
Medaaaaa! Sozinhos é que não estamos! E não somos tão bam-bam-bans assim, pelo
jeito.)
3-Meses depois, acompanhamos uma missão para júpiter, a
bordo da nave Discovery, onde dois astronautas e um sábio computador, Hal 9000,
aguardam por meses até seu destino, enquanto vemos vários outros astronautas em
hibernação, que dormiam profundamente, economizando assim ar, alimentação e
energia.
Nessa fase, acompanhamos um drama paralelo, que nada
tem a ver com o mistério do monólito. É que o supercomputador quase humano, Hal
9000 parece enlouquecer e resolve eliminar a tripulação, desligando a hibernação
e matando logo os que dormiam, e simulando um defeito na antena exterior somente
para atropelar um deles e deixar o último sobrevivente, Bowman, preso quase sem
ar numa cápsula flutuando no vazio, onde morreria
lentamente.
Mas Bowman consegue forçar a entrada na Discovery, e
logo vai desligar o computador assassino, em cena
memorável, sempre citada nas resenhas sobre a história do cinema.
4-Chegando à órbita de júpiter, sozinho, e sem mais a
fazer, já que a missão está comprometida, Bowman resolve arriscar e se aproximar
de um monólito (outro!) gigantesco que também estava em órbita. Ele sai com a
cápsula...
...e de repente inicia-se a maior viagem da história do cinema, pois perto da superfície lisa do imenso bloco, ele parece entrar num túnel de distorções e cores caleidoscópicas vertiginosas, e POR MUITOS MINUTOS, acompanhamos atônitos aquele mergulho louco, vendo mundos e sóis estranhíssimos, para por fim, pousarmos num ambiente simulando uma casa humana, tipo mansão, onde Bowman parece envelhecer e rejuvenescer, naquela espécie e gaiola cósmico-temporal, até um encontro final com um assustador monólito bem no meio do recinto! Afinal o que seria aquilo? Um ser vivo? Uma espécie de guia, uma máquina-ferramenta de uma tecnologia tão superior que jamais entenderemos o que está a fazer com os humanos? O QUE ELES QUEREM????
...e de repente inicia-se a maior viagem da história do cinema, pois perto da superfície lisa do imenso bloco, ele parece entrar num túnel de distorções e cores caleidoscópicas vertiginosas, e POR MUITOS MINUTOS, acompanhamos atônitos aquele mergulho louco, vendo mundos e sóis estranhíssimos, para por fim, pousarmos num ambiente simulando uma casa humana, tipo mansão, onde Bowman parece envelhecer e rejuvenescer, naquela espécie e gaiola cósmico-temporal, até um encontro final com um assustador monólito bem no meio do recinto! Afinal o que seria aquilo? Um ser vivo? Uma espécie de guia, uma máquina-ferramenta de uma tecnologia tão superior que jamais entenderemos o que está a fazer com os humanos? O QUE ELES QUEREM????
Então, num momento mágico indescritível (já que não
temos idéia do que está acontecendo), vemos que um bebê-cósmico, bastante
semelhante ao próprio Bowman, está em órbita da
terra!!!!!!!!
5-É arrepio em cima de arrepio. A coisa toda é de um
multissimbolismo monstruoso, E PARECE QUERER NOS DIZER ALGO INDIZÍVEL, que
penetra fundo e nos arrebata, mesmo sem entender porra
nenhuma!
6-Aí, você percebe que NUNCA MAIS deixará de pensar
nesse filme, tamanho o impacto recebido em sua
consciência.
7-Ler o livro também é maravilhoso, mas a coisa fica
mais explicadinha, complementando "demais" o filme.
Mas O FILME É O FILME!
Mas O FILME É O FILME!
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
A LOTERIA DO PENSAR
Uma pessoa do meu círculo de amizade, que não vou identificar, mas que pela credulidade serve como "modelo" para 95% do resto da população, chegou perto de mim pronta para escrever na palma da mão com uma caneta e perguntou de sola:
- Edecildo, domingo agora é dia dos pais. Vai ter o sorteio da "mega-sena", como tu é pai, me dá aí seis números entre 1 e 60 pra eu jogar.
Eu na maior desfaçatez e sem nem piscar, digo num fôlego só:
- 13, 14, 15, 16, 17 e 18!
- Ah, Edecildo, assim não! Fala os números direito!
- Ué, tanto faz! O sorteio é aleatório mesmo!
- Não brinca comigo! Fala salteado, vai.
- 2, 4, 6, 8, 10 e 12!
- Pára com isso, pô.
- Falando sério: Tanto faz mesmo! A chance de ganhar é a mesma do que com qualquer outra combinação!
- Que nada!
- Nunca ouviu falar de análise combinatória no colégio? Aleatório é aleatório.
- Ah, esquece isso. Escolhe na sorte aí pra mim.
- Esquece esse negócio de sorte. Vou te mostrar uma planilha que fiz a alguns anos que mostra suas reais chances de ganhar. Aí talvez você entenda como é difícil.
- Difícil quanto?
- É tão difícil que mesmo se mandarem eu passar na casa lotérica e pegar de graça alguns cupons com algumas apostas para concorrer, eu nem me daria ao trabalho. Imagina ficar na fila e ainda pagar por isso! JAMAIS!
- Que é isso? Tá maluco? Muitos ganham só com uma aposta.
- Eu sei, mas é difícil demais! Você nem imagina! Só funciona porque mostram quem ganhou em meio a muita gente e muita aposta. Já pensou se fossem mostrar os que erraram? Vou te mostrar a planilha...
- Eu só acredito na sua planilha se ela estiver computando os jogos anteriores, mostrando os números que mais saíram, os que menos sairam...
- Nada a ver! Pense no "cara-e-coroa": Se a aposta da "Mega-sena" fosse escolher cara ou coroa em vez dos 6 números em 60, não ia importar todas as estatísticas feitas.
- Como assim?
- Imagine que vou jogar a moeda agora. É uma chance em duas de acertar se você escolher cara ou coroa, ou seja: 50%.
- Certo, vamos lá!
- Afirmo que mesmo que um relatório estatístico mostrasse que os últimos 10 resultados fosse por exemplo "cara", o que seria uma coincidência monstruosa, isso de nada ajudaria a estimar qual seria o próximo resultado.
- Ora, eu acho que ajudaria sim. Pela estatística eu jogaria em "cara".
- Por quê? He he he. Estaria achando que o destino está com defeito? Que está travado no "cara"? He he he
- Sei lá. Parece que eu devo aproveitar essas coincidências do momento.
- Nada a ver! A cada vez que a moeda é jogada, as chances começam "do zero". É SEMPRE MEIO-A-MEIO A CHANCE DE DAR CARA OU COROA, não importa o que o passado mostrou.
- Sei não... eu não acho isso.
- Por quê você não pensou o contrário?
- Como assim?
- Ora, se tem 10 vezes que não sai a "coroa", ela sair na próxima deve ser bem mais possível, logo, vou jogar na "coroa", pois já deve estar "quase dando".
- É... também pode ser...
- Por isso que não pode ser o que a gente quer, é sim a lógica. Se o negócio for aleatório mesmo, não tem porquê haver uma tendência. Ao lançarmos a moeda, sempre volta a ser uma chance em dois de novo. E assim é com as "mega-senas" da vida.
- É uma lógica estranha!
- Mas é a lógica. Admito que nossos instintos emocionais vão meio que contra, mas temos que ser racionais.
- Difícil não ser emocional ao apostarmos para ganhar milhões.
- Não importa! Afirmo que a cada jogo, as chances são iguais de dar tanto 1, 2, 3, 4, 5 e 6, do que 03, 27, 42, 51, 54 e 58. E A MATEMÁTICA PROVA ISSO!
- Tem certeza?
- Tenho! Está tudo nos livros. Te mostro os cálculos e as fórmulas da minha planilha...
Nesse momento, vendo que meu incauto conhecido vacilava, resolvi inventar mais um exemplo.
- Pense bem! Se as estatísticas de algum jornal demonstram que, por exemplo, o número 42 nunca saiu até hoje, isso não muda nada quanto ao que pode ser sorteado amanhã. A MOEDA SERÁ LANÇADA ZERADINHA, E AS CHANCES SE IGUALAM. O 42 pode tanto sair como não, tanto quanto qualquer outro número.
- É... começo a perceber. - Falou meio sem ânimo.
De repente, o olhar de meu conhecido ficou estranhamente vago. Então deu um sorrisinho e anotou na mão alegremente enquanto falava.
- He he he. Vou anotar todos os números que você me disse, INCLUSIVE ESSE 42. Já me deste um bom palpite. DESSA SEMANA NÃO ESCAPA! Pode deixar que se eu ganhar, você não vai mais trabalhar pra ninguém: Pago alguém para cortar seus dois braços e suas duas pernas, HA HA HA HA!
Putz! Eu aqui falando sério e ficam de sacanagem comigo! Percebi então que não tem jeito: As pessoas preferem viver suas fantasias ilógicas do que pensar com lucidez. É uma válida porém torta maneira de ser feliz, mas eu prefiro a minha maneira, que pelo menos não cria falsas espectativas e o horizonte que vejo é bastante real, e quando é belo, é porquê é belo de verdade!
sábado, 4 de agosto de 2012
DOIS CAMINHOS
Na verdade, quando digo que tudo é ridículo, quero obviamente dizer pela PERSPECTIVA HUMANA, que é a única que temos.
Ora, o universo parece sempre ter existido por bilhões e bilhões de anos sem precisar de nossa presença.
Pelo jeito, ele continuará a existir DEPOIS da raça humana, talvez pela eternidade afora.
Tudo referente aos homens está BEM NO MEIO DE DUAS ETERNIDADES, uma para o passado e outra para o futuro.
Toda a história humana, todos os anseios, toda a existência afinal terá o mesmo impacto que uma breve fagulha na imensidão cósmica. EM SUMA: NÃO SOMOS IMPORTANTES!
A coisa toda é estonteante, e nossa visão simplesmente não abarca o todo, como sempre disseram os agnósticos.
Pode ser que ainda devamos evoluir alguma sensibilidade mais sutil, sacar a coisa toda e tal...
É por isso que alguns homens inventaram soluções metafísicas, como as religiões e seus salvadores, afinal realmente é difícil lidar com a idéia de morrer e "se acabar para sempre", perdendo nossa preciosa consciência.
Mas acho que assim viveremos imersos em fantasias tolas e tristes, como histéricos infantis.
Já que somos "obrigados" a existir e a não entender o porquê, o mais lógico seria escolher um dos dois caminhos:
Ou viver desinformado, assustado, encucado e sofrendo (SER TRISTE), ou o mais inteligente que é viver informado, lúcido, contemplativo e prazeirozamente (SER ALEGRE).
Assim aprendemos a conviver com os mistérios insondáveis, enquanto aproveitamos nosso único cartucho, que é essa nossa breve e louca vida, até que se prove o contrário.
POR ISSO DEVEMOS CELEBRAR: HAKUNA MATATA e CARPE DIEM
Ora, o universo parece sempre ter existido por bilhões e bilhões de anos sem precisar de nossa presença.
Pelo jeito, ele continuará a existir DEPOIS da raça humana, talvez pela eternidade afora.
Tudo referente aos homens está BEM NO MEIO DE DUAS ETERNIDADES, uma para o passado e outra para o futuro.
Toda a história humana, todos os anseios, toda a existência afinal terá o mesmo impacto que uma breve fagulha na imensidão cósmica. EM SUMA: NÃO SOMOS IMPORTANTES!
A coisa toda é estonteante, e nossa visão simplesmente não abarca o todo, como sempre disseram os agnósticos.
Pode ser que ainda devamos evoluir alguma sensibilidade mais sutil, sacar a coisa toda e tal...
É por isso que alguns homens inventaram soluções metafísicas, como as religiões e seus salvadores, afinal realmente é difícil lidar com a idéia de morrer e "se acabar para sempre", perdendo nossa preciosa consciência.
Mas acho que assim viveremos imersos em fantasias tolas e tristes, como histéricos infantis.
Já que somos "obrigados" a existir e a não entender o porquê, o mais lógico seria escolher um dos dois caminhos:
Ou viver desinformado, assustado, encucado e sofrendo (SER TRISTE), ou o mais inteligente que é viver informado, lúcido, contemplativo e prazeirozamente (SER ALEGRE).
Assim aprendemos a conviver com os mistérios insondáveis, enquanto aproveitamos nosso único cartucho, que é essa nossa breve e louca vida, até que se prove o contrário.
POR ISSO DEVEMOS CELEBRAR: HAKUNA MATATA e CARPE DIEM
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012
TUDO É RIDÍCULO!
Prestem bem atenção: Tudo É ridículo!!!! MAS TUDO MESMO! Todos os maiores anseios de toda a raça humana são vãos! A Existência é ridícula!!! O que pretendemos ou o que conseguimos é tudo coisa ridícula! Somos verdadeiros micos vestidos, arrogantes e metidos, só pensamos em grana ou coisas fúteis!! SOMOS REALMENTE RIDÍCULÓIDES!!! É muito difícil passar um dia em que eu não refreie um ato meu ou de alguém próximo pensando em COMO AQUILO É SEM PROPÓSITO, RIDÍCULO! A grande maioria das pessoas sao despeitadas, más, invejosas, interesseiras, têm má-vontade, preguiça, soberba, são covardes, ignorantes, intolerantes e gostam de enxergar somente o próprio umbigo, em suma! SÃO RIDÍCULAS! Não sei como a raça humana ainda anda pra frente! Deve ser levada nas costas pela minoria de boa-vontade. Só nos resta viver da melhor maneira possível. Como diz a música do nosso filósofo LOBÃO: "INFELIZ DE QUEM TÁ TRISTE NO MEIO DESSA CONFUSÃO"
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
O DOCE MISTÉRIO DO PORVIR
A despeito de tudo (ou do próprio nada), comprovadamente estamos aqui (nós e o universo), pois definitivamente somos algo (cogito, ergo sum?)
Antes de qualquer consideração, já nos vemos enfeixados em dor, frio, fome, prazer, medo… Isso graças aos nossos sentidos (sensores), sensíveis até demais.
Esse início ruim parece ser como que uma fase de adaptação, pois quando enfim vem a calmaria, vem junto também os primeiros deslumbramentos, mas que normalmente passam com os anos.
Por isso as crianças são mais felizes, com tanta fartura de curiosidade para ser saciada, vivem em eterna fome de saber (e viver). São sempre otimistas, pois seu futuro está em aberto e é promissor a seus sonhos. Tudo é lindo, tudo é belo, e esse estado contemplativo deveria ser preservado mesmo em idades avançadas, nem que apenas como função medicinal.
Isso porque o adulto comum é aquele que não se emociona mais com nenhum pôr do sol, ou com as estrelas. Já não quer sabem mais de nada. Não se importa de onde veio a própria vida, e apenas se apossa dela meio que indevida e arrogantemente sem mais nada querer saber. Não cultivou sua curiosidade juvenil, chegando mesmo ao ponto de esquecer como isso foi tão bom.
Mas isso é o normal, pois é o que em geral faz todo o reino animal depois de adulto. Afinal a vida pode ser bastante dura, e ir minando o que tem de melhor naquela criança receptiva.
Assim, embrutecido e com a mente já nublada e sem grandes expectativas, esse adulto descamba para tentar curar suas ansiedades e desesperos em duvidosas soluções alternativas, que terminam por matar de vez aquela criança interna. E adeus, felicidade.
Obviamente podemos ser bem melhores que isso. Quem não quer ser feliz de verdade? Basta cultivar aquela mesma primordial alegria de viver, baseada em curiosidade e perplexidade.
Basta nunca deixar que a criança esmoreça, e se a coisa está ficando entediante, basta buscar outras. A leitura e a contemplação por exemplo já são alimento suficiente para tal procedimento.
Segundo os agnósticos, nunca vislumbraremos a verdade absoluta, mas não é por isso que não devemos iniciar sua busca, de peito aberto e sem preconceito, sem medo do que vamos encontrar, afinal não é a verdade o que importa?
Jamais seremos os mesmos apáticos se iniciarmos essa jornada, e não importando a distância da “verdade suprema”, assim percorreremos um maior trecho dessa estrada em sua direção. O saldo sempre vai ser positivo.
Talvez seja para ser assim mesmo, um tipo de trabalho solitário mas ao mesmo tempo em conjunto, e no quadro geral da existência fazer apenas a nossa parte.
Se for assim, prefiro ser um dos que fez a sua parte do que um que não fez nada. Quem sabe para que existimos? Talvez sejamos “sondas coletoras”, semeadas pelo universo afora, apenas para apurar fragmentos da existência para um objetivo maior e sob todos os ângulos, insondável.
Mesmo que os agnósticos estejam certos, e nunca compreendamos o todo, ainda assim prefiro ser um “sensor” útil a essa causa.
Que eu não tenha coletado tudo o que aprendi em vão.
Que no “meu final”, recolham a informação QUE EU RECOLHI.
De todo modo, mesmo equivocada essa visão, cultivar essa “volição do saber” é uma opção prazerosa O suficiente para preencher, divertir e dar sentido a toda uma vida.
O tédio não existe para quem vive por parâmetros desse tipo.
Mas talvez, paradoxalmente o que mais satisfaz nisso tudo é a permanência do mistério, do regozijante mistério…
O mistério é simplesmente saboroso. Gosto de chamá-lo de “o doce mistério da existência”, …e acho que sempre vai haver o maior de todos, já que em detrimento do nada, existimos
Antes de qualquer consideração, já nos vemos enfeixados em dor, frio, fome, prazer, medo… Isso graças aos nossos sentidos (sensores), sensíveis até demais.
Esse início ruim parece ser como que uma fase de adaptação, pois quando enfim vem a calmaria, vem junto também os primeiros deslumbramentos, mas que normalmente passam com os anos.
Por isso as crianças são mais felizes, com tanta fartura de curiosidade para ser saciada, vivem em eterna fome de saber (e viver). São sempre otimistas, pois seu futuro está em aberto e é promissor a seus sonhos. Tudo é lindo, tudo é belo, e esse estado contemplativo deveria ser preservado mesmo em idades avançadas, nem que apenas como função medicinal.
Isso porque o adulto comum é aquele que não se emociona mais com nenhum pôr do sol, ou com as estrelas. Já não quer sabem mais de nada. Não se importa de onde veio a própria vida, e apenas se apossa dela meio que indevida e arrogantemente sem mais nada querer saber. Não cultivou sua curiosidade juvenil, chegando mesmo ao ponto de esquecer como isso foi tão bom.
Mas isso é o normal, pois é o que em geral faz todo o reino animal depois de adulto. Afinal a vida pode ser bastante dura, e ir minando o que tem de melhor naquela criança receptiva.
Assim, embrutecido e com a mente já nublada e sem grandes expectativas, esse adulto descamba para tentar curar suas ansiedades e desesperos em duvidosas soluções alternativas, que terminam por matar de vez aquela criança interna. E adeus, felicidade.
Obviamente podemos ser bem melhores que isso. Quem não quer ser feliz de verdade? Basta cultivar aquela mesma primordial alegria de viver, baseada em curiosidade e perplexidade.
Basta nunca deixar que a criança esmoreça, e se a coisa está ficando entediante, basta buscar outras. A leitura e a contemplação por exemplo já são alimento suficiente para tal procedimento.
Segundo os agnósticos, nunca vislumbraremos a verdade absoluta, mas não é por isso que não devemos iniciar sua busca, de peito aberto e sem preconceito, sem medo do que vamos encontrar, afinal não é a verdade o que importa?
Jamais seremos os mesmos apáticos se iniciarmos essa jornada, e não importando a distância da “verdade suprema”, assim percorreremos um maior trecho dessa estrada em sua direção. O saldo sempre vai ser positivo.
Talvez seja para ser assim mesmo, um tipo de trabalho solitário mas ao mesmo tempo em conjunto, e no quadro geral da existência fazer apenas a nossa parte.
Se for assim, prefiro ser um dos que fez a sua parte do que um que não fez nada. Quem sabe para que existimos? Talvez sejamos “sondas coletoras”, semeadas pelo universo afora, apenas para apurar fragmentos da existência para um objetivo maior e sob todos os ângulos, insondável.
Mesmo que os agnósticos estejam certos, e nunca compreendamos o todo, ainda assim prefiro ser um “sensor” útil a essa causa.
Que eu não tenha coletado tudo o que aprendi em vão.
Que no “meu final”, recolham a informação QUE EU RECOLHI.
De todo modo, mesmo equivocada essa visão, cultivar essa “volição do saber” é uma opção prazerosa O suficiente para preencher, divertir e dar sentido a toda uma vida.
O tédio não existe para quem vive por parâmetros desse tipo.
Mas talvez, paradoxalmente o que mais satisfaz nisso tudo é a permanência do mistério, do regozijante mistério…
O mistério é simplesmente saboroso. Gosto de chamá-lo de “o doce mistério da existência”, …e acho que sempre vai haver o maior de todos, já que em detrimento do nada, existimos
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sábado, 19 de maio de 2012
A MORTE DE TODOS NÓS
Vivemos num mundo onde as comunicações nos inundam com notícias
horríveis, com mortes anunciadas muitas vezes ao vivo, nos tornando talvez adormecidos
ao sofrimento humano exibido. Nos pegamos aparentemente mais frios, já que todo
dia, durante o jantar, nos habituamos a ver a tragédia dos outros, lá detrás do
vidro da telinha da tv, e nos perguntamos se ainda temos alguma empatia, se
ainda temos sentimentos, já que logo partimos para o fim da nossa refeição e o
início do próximo programa. Nem nó na garganta temos mais como antes.
Mas... a empatia está lá. Muitas vezes queremos achar que
não, mas de vez em quando constatamos que ela está lá sim! Basta morrer um
conhecido nosso, um amigo ou um vizinho, deixando seus familiares desesperados
com tamanha e ignominiosa tragédia.
Morreu um amigo meu de infância, talvez não o que mais
compartilhou lembranças comigo, nem o maior deles, mas entesouro vários bons
momentos, mesmo mais de 30 anos depois.
Deixou 3 amorosas filhas, mulher e muitos amigos e
parentes embasbacados.
É óbvio que o baque de sua perda em mim foi grande, mas
maior ainda é a tristeza de ver suas 3 filhas e sua mulher destruídas e
inconsoláveis.
O maldito câncer estava lá também. Implacável. Silencioso.
Doloroso. Nem deu tempo para tratar. E o pior é que o cara vivia fazendo check-ups.
Tinha o maior cuidado de pagar planos de saúde e freqüentá-los periodicamente,
pois sendo um pai responsável, queria obviamente viver mais e melhor com sua bela
família. Não deu.
Não dá para conceber lógica alguma possível!
Para meu descrente ponto de vista, mais provas da ausência
da providência divina. Não adianta! Minha mente friamente conclui que
simplesmente NÃO PODE HAVER DEUS! Principalmente aquele bíblico, apático, ridículo,
ausente. Aquele que tudo pode, e tudo deixa acontecer. Dane-se a eternidade! Não
pedimos para nascer, e preferimos ser felizes aqui e agora.
Mas nesse caso, todas as vezes que iniciei o choro, foi
pensando nos vivos. Nos vivos que sofrem com a ida dos entes queridos.
Querido amigo: Desculpa se resisti ao choro pela sua morte
precoce, mas deves entender que o pior é a sua falta para os que te amam.
Você já descansou, e a gente aqui nesse mundo, sentindo a
sua falta e aguardando nossa vez, ainda não.
PAX AETERNA!
domingo, 12 de fevereiro de 2012
CARPE, CARPE DIEM
Por que a vida não pode ser maravilhosa somente por existirmos? Somente por respirarmos regozijantes o ar gratuito que nos envolve?
Por que precisamos estar creditando a deuses e entidades tudo o que acontece? Pra que ficar nesse dramalhão todo? Que defeito é esse do ser humano?
Acha pouco a grandiosidade do cosmo? Ou o contentamento que experimentamos sempre que contemplamos um céu estrelado ou um nascer do sol?
Pra quê complicar? RELAXEMOS, POIS, e curtamos essa fresta de existência que gostamos de achar que é nossa.
Não contemos com paraísos futuros, e como lei, basta apenas fazer ao próximo o que faríamos a nós mesmos. Parece óbvio e piegas, mas é a pura verdade.
A VIDA É BELA, CACETE! E isso deveria bastar para que vivamos extasiados e a contabilizar um valor cada vez maior a cada segundo que vivemos, pois sabemos que faltam sempre bem menos do que gostaríamos. Em suma: devemos adquirir a noção de que ficamos mais valiosos quanto mais perto do fim estamos.
...todo o resto é ignorância ou frescura.
"...Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas" (Sociedade dos poetas mortos)
domingo, 20 de novembro de 2011
CIÊNCIA x RELIGIÃO EM CONTATO
No espetacular filme “Contato”, de Robert Zemeckis, de 1997, baseado no estupendo livro de Carl Sagan (Aliás eu vivo recomendando os dois para todo mundo), o personagem do padre diante da protagonista, uma cientista obviamente sem crença em Deus, em determinado momento de um diálogo pede para que ela PROVE que ama o pai.
Aparentemente ela ficou sem resposta, e assim o filme meio que “demonstra” que talvez não seja tão importante assim ter provas para algo tão importante como Deus ou o amor…
…mas temos uma trapaça aqui.
Nós humanos costumamos criar e conviver com algumas idéias abstratas, mas se olharmos sob a luz da razão, a maioria delas não existem.
A personagem, cética que é, deveria responder que “ama” sim o pai, mas que esse rótulo é um apenas um enfeixamento, um aglomerado de confusas emoções, que nos arrebata, nos domina, mas apenas refletem toda a biologia a que nós, animais estamos sujeitos.
Na verdade “amor” não existe, assim como “vontade de espirrar” ou “de rir”… mas acostumamos a dizer “eu amo” como uma espécie de resumo de tudo o que estamos sentindo em algumas situações, sem questionamento e por puro senso comum, afinal todos crescemos ouvindo essas coisas. Por exemplo, dizemos que estamos “morrendo” de vontade de alguma coisa, mas ninguém acredita que realmente tem alguém morrendo… e por aí vai…
ESSA SERIA MAIS OU MENOS A RESPOSTA DE UM CIENTISTA REAL
Do modo que ficou, o roteiro do filme tenta comparar a “fé em Deus” como uma verdade, tal como “sentir amor”, pois os crédulos “sentem a fé” mas não têm como provar. Ora bolas, assim se eu quiser por exemplo que o saci-pererê exista, basta então que eu acredite nele? Muito fraquinho o argumento, e para mim, é o pior momento do filme. Se bem que podemos imaginar também que a personagem cientista seja focada somente em ASTRONOMIA e não tenha interesse algum em BIOLOGIA, não é? Seria meio que tapada, então...
Mas entendo que uma das intenções seria passar a idéia de que ciência e religião devem conviver/tolerar uma a outra, etc.
Mas enfim, o filme é para mim um dos melhores já feitos. Sempre me emociona e sou fã de carteirinha. Também já li e reli o livro do velho e bom Carl Sagan, que sei que jamais escreveria essa parte do roteiro.
Breve aqui um link para a resenha do filme no meu blog "Resenhasmil"
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
VISÃO DE FORA
O que eu sempre quis dizer, simplificando, é que “saiamos de nossa tribo”, pois o bicho homem é uma coisa só, assim como a realidade.
Olhando “de fora das tribos”, podemos contemplar com maior lucidez a paisagem ao redor…
Por analogia, exemplifico que os cristãos seriam uma tribo, os mulçumanos outra, os budistas outra, e por aí vai…
Quem ficar “mergulhado” somente na sua tribo ficara obliterado da visão maior do todo.
Quando o homem primitivo não conhecia ainda o mundo, sua tribo era todo seu mundo, e ele somente conhecia a sua cultura, produzida ali, localmente. Agora, com tudo ficando globalizado, as tribos se misturarão de vez, é uma tendência social evolutiva, e somente o melhor de cada uma será absorvido pelas outras.
Enquanto não vier esse grande mix de cultura, inevitável nas próximas gerações,o ideal é sair na frente. Se iniciarmos um preparo de acumulação de informações (ler), sem nenhum preconceito ou limite, inevitavelmente seremos a maioria “seculares”.
Olhando “de fora das tribos”, podemos contemplar com maior lucidez a paisagem ao redor…
Por analogia, exemplifico que os cristãos seriam uma tribo, os mulçumanos outra, os budistas outra, e por aí vai…
Quem ficar “mergulhado” somente na sua tribo ficara obliterado da visão maior do todo.
Quando o homem primitivo não conhecia ainda o mundo, sua tribo era todo seu mundo, e ele somente conhecia a sua cultura, produzida ali, localmente. Agora, com tudo ficando globalizado, as tribos se misturarão de vez, é uma tendência social evolutiva, e somente o melhor de cada uma será absorvido pelas outras.
Enquanto não vier esse grande mix de cultura, inevitável nas próximas gerações,o ideal é sair na frente. Se iniciarmos um preparo de acumulação de informações (ler), sem nenhum preconceito ou limite, inevitavelmente seremos a maioria “seculares”.
domingo, 16 de outubro de 2011
CRONICA DA “NESCIFICAÇÃO” PLANEJADA – Originalmente publicada em Fev/2003
CRONICA DA “NESCIFICAÇÃO” PLANEJADA – UMA "CUTUCADA" NAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - Originalmente publicada em Fev/2003
Quando
se é razoavelmente curioso e dotado de boa vontade, somos quase que idealistas
quanto à ideia de que Buda estava certo (mesmo não sendo nós budistas).
Buda
pregava a negação da ignorância, e é nisso que também creio. Somente a busca do
conhecimento e a simplificação dos desejos combinados, poderiam salvar o homem
da selvageria animal.
O
homem num estágio ignóbil sempre será um animal potencialmente selvagem. E um
agrupamento deles (como as cidades de hoje) nos assombra com anarquia e
balbúrdia, intolerância e violência.
Nunca
a nossa sociedade precisou tanto de conhecimentos básicos! Digo de noções de cidadania e sociedade,
filosofia e humanismo.
Tudo isso antes das religiões.
Os conhecimentos básicos unem o homem, já as
religiões separam o homem em nichos distintos conforme origem, raça etc.
O
homem se sente irmão do próximo em situações limite, mas ao inferirem preceitos
religiosos, se não são da mesma casta, origem, etc, se segregam uns aos outros
e pouco se toleram.
Sabemos
ser impossível que todas as centenas de milhares de crenças de todos os
recantos do mundo pensem da mesma maneira, numa improvável unificação.
Quem
tem noção da vasta miríade de entes e deuses bem sabe que somente uma educação focando
os conhecimentos básicos pode ensinar aos homens que, se não todas, a maioria
dessas crenças são na verdade crendices, e que é possível viver bem sem suas
auras misteriosas, normalmente mais repletas de sombras do que luzes.
Nós,
ingênuos idealistas do conhecimento achamos que lentamente a raça humana
absorverá a sabedoria e seu conseqüente “autofeedback”, dando início ‘a
verdadeira evolução do homem.
Sim,
pois ainda mal saímos das cavernas! Praticamente só começamos a evoluir
socialmente.
Tudo
de bom que o homem tem e fez é proeza somente de uma ínfima minoria que
adquire conhecimentos!
Imaginem quando mais homens também passarem a aprender direito, o tamanho do salto que a humanidade dará. Beiraríamos todas as utopias, certamente.
Imaginem quando mais homens também passarem a aprender direito, o tamanho do salto que a humanidade dará. Beiraríamos todas as utopias, certamente.
Por
esse raciocínio e maneira de viver, é que me choco profundamente com algumas
“literaturas”, que parecem terem sido planejadas para
matar o conhecimento.
Sim!
Matar aos poucos, subjugando o incauto leitor, minando sua centelha de
inteligência e conduzindo suas conclusões para um estado quase catatônico.
Tudo
bem, que por fé ou algo que o valha, ensinem-se preceitos ditos divinos ou
sagrados, mas o que estou me referindo como chocante é o ataque frontal ‘a
verdade, feito por exemplo, pelos textos dos escritores da “Watch Tower” (Testemunhas
de Jeová). Tenho certeza que praticamente não há crime maior, já que
tais publicações são verdadeiros atentados ao futuro da raça humana.
Seus autores são verdadeiros “falsos profetas”, apaziguadores de mentes, como que ficassem molhando brasas, que ficam sem nenhuma chance de virarem fogueiras criativas.
Eles implacavelmente não deixam chance alguma de seu leitor se interessar mais por nada que exceda certo limite.
Leitores que morrem pensando que pensaram, achando que acharam, concluindo que concluíram. Pássaros ímpares, criados em gaiolas, sem noção dos vastos ares.
Seus autores são verdadeiros “falsos profetas”, apaziguadores de mentes, como que ficassem molhando brasas, que ficam sem nenhuma chance de virarem fogueiras criativas.
Eles implacavelmente não deixam chance alguma de seu leitor se interessar mais por nada que exceda certo limite.
Leitores que morrem pensando que pensaram, achando que acharam, concluindo que concluíram. Pássaros ímpares, criados em gaiolas, sem noção dos vastos ares.
Esses
autores produzem legiões de néscios envernizados, com aparência de doutos, sem
realmente o serem.
Tenho
vontade quase de chorar por eles - (não têm muita culpa, afinal) - pois foram
aliciados, conduzidos, desvirtuados por alguns perturbados também envernizados,
passando-se por salvadores, quando na verdade são como foguistas do mal,
atirando incautos carvões vivos na caldeira da mediocridade consentida.
Malditas revistas "SENTINELA" e "DESPERTAI".
Malditas revistas "SENTINELA" e "DESPERTAI".
Do
âmago de meu amargor, um hálito otimista me conforta:
São apenas areias na engrenagem, que um dia serão trucidadas na máquina da verdade, e o atraso dos homens será passado, no brilhante futuro
que os verdadeiros livros nos proporcionarão.
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