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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

WTF CÓSMICO...

WTF CÓSMICO...

Não consigo imaginar nenhuma linha de raciocínio válida para que se conclua a existência de algum deus, principalmente do tipo bíblico, vaidoso, castigador, vingativo, indeciso e injusto.

Até hoje, nenhum religioso conseguiu me mostrar qual foi a concatenação de idéias que o fizeram raciocinar e concluir que exista algum deus ou coisa parecida. Essa é uma conclusão séria para a vida da gente, e é preciso fazê-la claramente.

Alguém se habilita a descrever como chegou a essa conclusão? Abaixo, a título de exemplo, descrevo um resumo da minha conclusão de não achar possível um deus.

LINHA DE RACIOCÍNIO:
*Primeiro que não quero me enganar, pois gosto de saber e viver as verdades da vida, sejam elas boas ou ruins.

*Segundo que descobri que vivendo dentro dessa lucidez, passei a não temer mais as sombras, os terrores impostos por maneiras medievais de pensar, que nos ensinam desde criancinhas. Não temo o inferno simplesmente por achar que ele não existe, logo, a vida é mais bela, mais leve, mais tranquila.

*Terceiro que essa educação secular após uma educação religiosa inicial, que tive até uns 15 anos, me permite comparar os dois modos de pensar, e vejo que ser secular é de longe muito mais vantajoso que ser religioso, pois além de ver o mundo como ele realmente é, vejo a mim mesmo como realmente sou, com todos os nossos doces mistérios.

*Ainda bem, pois seria horrível ter que forçosamente amar a um deus que de chicote na mão, nos cria diante de uma encruzilhada, onde ou devemos teme-lo e ir para o paraíso ou mesmo que sem evidências, duvidemos dele e ingressemos num inferno infinito de sofrimentos...

*Isso me parece história da carochinha, muito mal escrita, portanto ilógica e não condizente com minha visão lúcida, onde não consigo concluir existir um deus birrento e vingativo, que permite acontecer tanta desgraça, inclusive a crianças inocentes, somente por não puxarmos o seu glorioso saco cósmico.

*Não tem como não achar estranho e de extremo mau gosto, um ser tão poderoso e acima de tudo que for mundano, criar um esquema baseado em medo e imposição, abandono e inferno, pecado e castigo. Feio, MUITO feio! Só podia ser criação tosca da era medieval.

*Por isso, prefiro ser um adulto sóbrio e viver uma vida tranquila, longe de neuroses e culpas. RELIGIÃO: Estou fora! E é o que eu indico.

E agora quem arrisca resumir sua linha de pensamento religioso, para uma comparação?

Imagino que ninguém ousará fazer um claro resumo, pois o que sempre rege escolhas religiosas são confusos e "inquestionáveis" sentimentos acumulados desde a mais tenra idade, e só convencem quem também é acostumado a esse tipo de marasmo mental e piegas, difícil de se livrar.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

TRANSPLANTE DE CABEÇAS (CADÊ A ALMA?)


TRANSPLANTE DE CABEÇAS (CADÊ A ALMA?)

Segundo esse link, G1: Transplante de cabeças em dois anos em cerca de dois anos, a medicina vai conseguir fazer transplante de cabeça (ou seria de corpo?).

Notícia interessantíssima, que vai sacudir alguns dogmas arraigados principalmente em religiosos, crentes em almas individuais para cada pessoa.

Então, oportunamente, questiono você, cristão, espírita, muçulmano, etc: O que dizem sobre isso?

Imaginem daqui a uns dez anos quando o procedimento de trocar cabeça for normal?

Vocês topariam se submeter?

O que vocês imaginam que acontece á alma do paciente?

Se ela ficar na cabeça, o problema está resolvido, mas não é assim que imaginam, não é mesmo?

Estou adorando isso, pois quando o transplante era de fígado, retina ou membros, eu cheguei a provocar uns amigos sobre “pedaços” de alma perdidos/transplantados, mas agora a coisa está encorpada! (Trocadilho infame involuntário/Freud explica)

O mais interessante é que eu experimentei tocar no assunto com alguns conhecidos, fazendo esse tipo de questionamento (É, sou um cara meio chato sim!), e os caras ficam só rindo com cara de besta, sem ousar afirmar nada, e apressando a conversa, caindo fora, obviamente assustados com toda essa novidade meio herética, he he he.

Bom, chega de papo furado! É óbvio que logo esse tipo de operação vai funcionar e todos irão querer fazer em casos de destruição do corpo, e nem pensarão em porra de alma.

ALMA NÃO EXISTE, e a própria medicina está ajudando a demonstrar isso, educando as pessoas a pensar com lucidez.

MAIS UM BAQUE ÀS RELIGIÕES, que com a evolução do conhecimento estão ficando cada vez mais fracas.

Afinal, nada é mais poderoso do que a "verdadeira" verdade.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A PARÁBOLA DO CRIADOR

REPRESENTAÇÃO DE DEUS CRIANDO O HOMEM - PINTURA DA CAPELA SISTINA POR MICHELÂNGELO

A PARÁBOLA DO CRIADOR

Imaginem uma pessoa sozinha no mundo.
Esse mundo inteiro é dela, pois é a única soberana.
Rei dela mesma em todo seu contentamento.

Mas, talvez por capricho ou tédio, talvez só porque queira, ele resolva CRIAR uma colônia de fungos, e vendo que era bom, resolve que eles PRECISAM saber de sua bondade e existência (Por quê? Orgulho, vaidade? Vai saber!).

Para isso, prepara um fungo especial, cultivado de sua pele, bem poderoso, e o introduz para que ele leve uma mensagem à colônia: A de que existe um criador bondoso, e sua esperança é que todos acreditem nisso.

Como muitos não acreditam, pois terminam inventando outros criadores, por pura burrice, maldade ou cegueira, nosso solitário resolve dar uma lição gravíssima: Cria um local fervente, onde todos os que não captarem a mensagem de sua existência, queimarão impiedosamente, se possível fosse, pela eternidade (Nossa! Quanta ira por tão pouco! Esse cara tem problema!).

Seu fungo especial é morto, como planejado, deixando uma mensagem de sacrifício, que deve comover a todos, convencendo-os da existência do criador e de seu amor e poder infinito.

Nosso ser solitário vê pelo seu microscópio que aquela raça de fungos não se entende muito bem.

Eles mentem, roubam, estupram, matam uns aos outros, e somente grupos específicos, felizmente uma maioria de 95%, por acreditarem no criador é que evitam tomar parte da barbárie.

Esses não queimarão no final de suas vidas, mesmo que não cometam erros por puro medo ou respeito.

Curiosamente, outros grupos bem menores, terminam sendo bastante virtuosos e até bondosos, pois possuem um código moral perfeito, de não praticar o mal, ensinar o bem uns aos outros, e aproveitarem suas curtíssimas vidas de fungo.

A maior diferença é que esses não acreditam num criador externo.

Nosso solitário resolve que esses grupos de infiéis merecem queimar!

Onde já se viu duvidar que alguém os criou? Só porque não há evidências científicas? Que fungos arrogantes!

"-Não adianta! Não quero que a salvação seja por mérito!”. – Pensou o solitário.

Pode ser o fungo mais educado, o mais amoroso pai, o maior benfeitor, pode nunca ter feito mal nenhum para ninguém nem a nada, mas se não acreditar no solitário, precisa queimar!

Por outro lado, por pior que seja o fungo, por mais assassino cruel que ele seja, mesmo que estuprador ou patricida, mentiroso ou covarde, se ele achar que o solitário existe, ele será poupado nem que seja no último minuto!

Assim deseja o solitário. Assim tem que ser as leis da colônia que ele criou. Essa é a sua lógica. Engulam!

É claro que se em vez de solitário, tivesse mais alguém no mundo, provavelmente esse ser teria mais o que fazer, senão, certamente ele seria levado à força para um tratamento, quem sabe uma boa análise...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

CRER OU NÃO CRER, EIS A QUESTÃO!

Como se sente um crente em divindades: OBSERVADO!

Como todos devem saber, SOU UM CÉTICO/AGNÓSTICO incorrigível, pois minha natureza olha a tudo pela perspectiva das ciências, pois detesto me enganar! Geralmente sou logo taxado de ateu, já que não creio na bíblia, mas, ora bolas, assim todos nós somos ateus, já que nunca cremos em todos os livros sagrados das outras religiões.

Aquele que crê só na bíblia, descrê de outros livros sagrados, como o talmude ou o alcorão, e vemos até em certos filmes, os muçulmanos chamarem os cristãos de infiéis, o que é algo bem próximo da realidade. Então não estou sozinho, he he he.

Certa vez, uma senhora, colega de trabalho, perguntou qual minha religião, e eu disse que até os 14 anos era católico, mas que agora não tinha nenhuma, e levei o maior esporro:

-QUÊ NEGÓCIO É ESSE, MENINO???? ONDE JÁ SE VIU ALGUÉM VIVER SEM RELIGIÃO???? - E virou a cara  e foi embora!

Puutz! Eu ainda era bem novo, e fiquei constrangido, e até bem impressionado. Ela me fez parecer o cara mais errado da terra.

-Será mesmo? -Pensei eu. - Estaria eu equivocado? Melhor eu ir ler mais... (Sentiram o detalhe? LER!)

Em pouco tempo fui "solidificando" minhas idéias sobre pertencer a religiões, e vi que o melhor mesmo é ficar afastado delas. (Não só eu, mas todas as pessoas. As religiões deveriam morrer à míngua).

Agora, algumas décadas depois, mais maduro e mais informado ainda, posso afirmar:

O HOMEM NÃO PRECISA DE RELIGIÃO. TALVEZ ELA TENHA SIDO ÚTIL EM ÉPOCAS MAIS PRIMITIVAS, MAS DAQUI EM DIANTE, NÃO!


Eu posso provar em argumentação, que minha vida só poderia piorar se eu me convertesse à alguma religião:

Eis os porquês:
*Passarei a temer almas, demônios, infernos, além do próprio Deus! (Hoje nada temo, senão marimbondos, como ensinou-me meu pai, o Sr. Evaldo)

*Perderei 10% de meus rendimentos se for para religião tipo evangélica, com foco nos dízimos. (Isso nem precisa ser explicado, né? Sustentar barbudos, estou fora!)

*Talvez o pior: Terei que parar de pensar em sacanagem, ou pelo menos continuarei a pensar, mas com bastante dor de cabeça, como vários amigos meus crentes, já que a consciência vai ficar pesada, e como não se engana Deus, que tudo sabe, que tudo vê, vai ser "um inferno" pensar (ou praticar) a bendita sacanagem, sem ter que ficar implorando perdão para não ser condenado. Assim o stress passará a fazer parte de minha vida daí em diante, pois o inferno passaria a ser uma "opção", e não estou acostumado com bafo quente na nuca.

*Com o que aprendi até agora, eu SEI que estaria errado em mudar de vida, e queimaria meu único cartucho, o da minha existência, me contaminando com uma mitologia "nada a ver", o que seria um desperdício danado! Imagina se na velhice eu voltasse à lucidez e visse a "M" que fiz por todo esse tempo convertido. IRIA ME ARREPENDER DE TER SIDO RELIGIOSO Á TOA, E MORRERIA MUITO PUTO!!!!!! (Sim! Exemplifiquei o contrário do que os religiosos gostam de dizer, sobre o descrente "acordar" no fim da vida e se arrepender. Comigo é o inverso!)


E ainda tem algumas outras coisinhas adicionais a se considerar:

*EU PENSO! E até hoje NINGUÉM conseguiu argumentar comigo sobre religião em me converter/convencer, nem um átomo sequer. 

Posso ter dado "azar" e somente ter debatido com tolos ou meros incautos de "cabeça feita", que pouco traquejo têm do mundo das idéias e de seus confrontos, demonstrando geralmente que detestam ler, ou leem muito pouco (inclusive a bíblia!). 

Geralmente se perdem em repetições sinistríssimas e terminam ficando irritados e sem respostas, decretando que "já estou condenado", ou que "já sou dele" (diabo) ou que "um dia vou me curvar", ou "vai acontecer alguma coisa de ruim, e eu vou rapidinho procurar Deus".

Sério! Já me disseram tudo isso. Essas coisas só assustam à pessoas sem instrução ou sem raciocínio ou sem opinião.

Já me mandaram ler a bíblia (por que só ela? Tem o alcorão, os vedas, o talmude, etc...) MAS ACONTECE QUE JÁ LI, ORAS!

E ainda li muito desses outros livros ditos sagrados. Para mim ficou óbvio que não são históricos (Não existe registro factível nem de Jesus, podem procurar nos livros históricos, ou sites sérios sobre história, NADA CONSTA!), e no máximo, são apenas parábolas e narrativas da era do bronze, com muito fundamentalismo e muito obscurantismo (e muitas ameaças, que hoje não colam mais).


Será tão difícil assim entender que tudo isso foi criado por pessoas oportunistas que queriam controlar as massas?

Nunca leram nada sobre isso? “Um dogma é a mão de um antigo/morto no pescoço de um novo/vivo”, ou “Os evangelhos querem obrigar os nossos moços ao poder dos nossos velhos”... “Uma escola é o farol que ilumina, uma igreja é a neblina que esconde...” etc, etc, etc...

Mas até que em algumas passagens, esses textos dariam boa mitologia, poderia virar um bom filme, por exemplo.

Aliás, sou bastante fã de OS DEZ MANDAMENTOS de CECILL B DE MILLE, e revejo sempre que posso, assim como revejo FURIA DE TITÃS, e mesmo gostando muito não saio por aí achando que exista Deus ou Zeus.

Como bem disse num post do facebook o nobre Brenno Werneck:
"O auge do poder da igreja era chamado de idade das trevas e o seu declínio foi chamado de iluminismo -  nem precisa dizer mais nada né?"  - GENIAL!

Já argumentei "Por que não crer", e aguardo contestações (que não CREIO haver nenhuma boa das pernas, he he he)

Não dá para entender "Por que crer" (Alguém se habilita à argumentação? Tenho material para debates!)

Enfim: respondendo ao título do tópico:
Pergunta: CRER OU NÃO CRER?
Resposta: NÃO TEMOS QUE CRER, TEMOS QUE SABER!

Como falou minha heroína, Hipátia no filme "Alexandria": 
"Se não questiona o que acredita, você não pode acreditar"

FUI... (ler+)

domingo, 16 de outubro de 2011

CRONICA DA “NESCIFICAÇÃO” PLANEJADA – Originalmente publicada em Fev/2003



CRONICA DA “NESCIFICAÇÃO” PLANEJADA – UMA "CUTUCADA" NAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - Originalmente publicada em Fev/2003

Quando se é razoavelmente curioso e dotado de boa vontade, somos quase que idealistas quanto à ideia de que Buda estava certo (mesmo não sendo nós budistas).

Buda pregava a negação da ignorância, e é nisso que também creio. Somente a busca do conhecimento e a simplificação dos desejos combinados, poderiam salvar o homem da selvageria animal.

O homem num estágio ignóbil sempre será um animal potencialmente selvagem. E um agrupamento deles (como as cidades de hoje) nos assombra com anarquia e balbúrdia, intolerância e violência.

Nunca a nossa sociedade precisou tanto de conhecimentos básicos! Digo de noções de cidadania e sociedade, filosofia e humanismo. Tudo isso antes das religiões.

Os conhecimentos básicos unem o homem, já as religiões separam o homem em nichos distintos conforme origem, raça etc.

O homem se sente irmão do próximo em situações limite, mas ao inferirem preceitos religiosos, se não são da mesma casta, origem, etc, se segregam uns aos outros e pouco se toleram.

Sabemos ser impossível que todas as centenas de milhares de crenças de todos os recantos do mundo pensem da mesma maneira, numa improvável unificação.

Quem tem noção da vasta miríade de entes e deuses bem sabe que somente uma educação focando os conhecimentos básicos pode ensinar aos homens que, se não todas, a maioria dessas crenças são na verdade crendices, e que é possível viver bem sem suas auras misteriosas, normalmente mais repletas de sombras do que luzes.

Nós, ingênuos idealistas do conhecimento achamos que lentamente a raça humana absorverá a sabedoria e seu conseqüente “autofeedback”, dando início ‘a verdadeira evolução do homem.

Sim, pois ainda mal saímos das cavernas! Praticamente só começamos a evoluir socialmente.

Tudo de bom que o homem tem e fez é proeza somente de uma ínfima minoria que adquire conhecimentos! 

Imaginem quando mais homens também passarem a aprender direito, o tamanho do salto que a humanidade dará. Beiraríamos todas as utopias, certamente.


Por esse raciocínio e maneira de viver, é que me choco profundamente com algumas “literaturas”, que parecem terem sido planejadas para matar o conhecimento.

Sim! Matar aos poucos, subjugando o incauto leitor, minando sua centelha de inteligência e conduzindo suas conclusões para um estado quase catatônico.

Tudo bem, que por fé ou algo que o valha, ensinem-se preceitos ditos divinos ou sagrados, mas o que estou me referindo como chocante é o ataque frontal ‘a verdade, feito por exemplo, pelos textos dos escritores da “Watch Tower” (Testemunhas de Jeová). Tenho certeza que praticamente não há crime maior, já que tais publicações são verdadeiros atentados ao futuro da raça humana.


Seus autores são verdadeiros “falsos profetas”, apaziguadores de mentes, como que ficassem molhando brasas, que ficam sem nenhuma chance de virarem fogueiras criativas.

Eles implacavelmente não deixam chance alguma de seu leitor se interessar mais por nada que exceda certo limite.

Leitores que morrem pensando que pensaram, achando que acharam, concluindo que concluíram. Pássaros ímpares, criados em gaiolas, sem noção dos vastos ares.

Esses autores produzem legiões de néscios envernizados, com aparência de doutos, sem realmente o serem.

Tenho vontade quase de chorar por eles - (não têm muita culpa, afinal) - pois foram aliciados, conduzidos, desvirtuados por alguns perturbados também envernizados, passando-se por salvadores, quando na verdade são como foguistas do mal, atirando incautos carvões vivos na caldeira da mediocridade consentida.

Malditas revistas "SENTINELA" e "DESPERTAI".

Do âmago de meu amargor, um hálito otimista me conforta:

São apenas areias na engrenagem, que um dia serão trucidadas na máquina da verdade, e o atraso dos homens será passado, no brilhante futuro que os verdadeiros livros nos proporcionarão.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

NENHUM MÉRITO X ALGUMA CULPA

Eu não escolhi ser um cético.

Eu simplesmente não pude "fazer nada", se através de busca por informações e verdades, desenvolvi algum raciocínio lógico e terminei aos poucos mudando meu estado de crédulo para cético.

Mas não considero isso grandes coisas, nem coisa de mérito, por ser algo intuitivo e relativamente fácil de se fazer sem grandes esforços mentais.

Também não considero que os que têm fé desde jovens E AINDA CONTINUAM depois de velhos tenham grandes méritos por assim serem.

Se eles não conseguem concluir o pensamento cético OU NÃO O QUEREM, só posso atribuir, isto sim, alguma CULPA por desprezarem um assunto de tamanha importância, fechando os olhos a tantas evidências (ou falta de... dependendo do ângulo em que se aborda o assunto).

Resumindo: Os céticos não têm méritos nem culpa por serem assim, já os crédulos (mais velhos) também não têm méritos, mas sim CULPA por ficarem no mesmo marasmo de sempre... recusando-se a pensar!

Corolário:
Alguém em estado cético está em melhor posição em relação a alguém em estado crédulo.