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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

AS QUATRO ESSÊNCIAS

1 – AMOR: Acima de tudo, amar a vida e o mundo. Tentar ser feliz, tranqüilo, curioso, perplexo e lúcido ao mesmo tempo.

2 – DESLUMBRE: Se instruir ao máximo. Ler sobre tudo, devorar bons livros, absorver da boa cultura, captar o que for belo e ensinar tudo o que aprender.

3 – LUCIDEZ: Manter/cultivar a exata noção da brevidade de tudo. Sentir-se humilde e ao mesmo tempo afortunado pela sorte de existir. – CARPE DIEM!

4 – EMPATIA: Cultivar a paz, respeitando a todos, SEMPRE se pondo no lugar do próximo, exercitando e ensinando a tolerância.                                               
 (Edecildo)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

CRER OU NÃO CRER, EIS A QUESTÃO!

Como se sente um crente em divindades: OBSERVADO!

Como todos devem saber, SOU UM CÉTICO/AGNÓSTICO incorrigível, pois minha natureza olha a tudo pela perspectiva das ciências, pois detesto me enganar! Geralmente sou logo taxado de ateu, já que não creio na bíblia, mas, ora bolas, assim todos nós somos ateus, já que nunca cremos em todos os livros sagrados das outras religiões.

Aquele que crê só na bíblia, descrê de outros livros sagrados, como o talmude ou o alcorão, e vemos até em certos filmes, os muçulmanos chamarem os cristãos de infiéis, o que é algo bem próximo da realidade. Então não estou sozinho, he he he.

Certa vez, uma senhora, colega de trabalho, perguntou qual minha religião, e eu disse que até os 14 anos era católico, mas que agora não tinha nenhuma, e levei o maior esporro:

-QUÊ NEGÓCIO É ESSE, MENINO???? ONDE JÁ SE VIU ALGUÉM VIVER SEM RELIGIÃO???? - E virou a cara  e foi embora!

Puutz! Eu ainda era bem novo, e fiquei constrangido, e até bem impressionado. Ela me fez parecer o cara mais errado da terra.

-Será mesmo? -Pensei eu. - Estaria eu equivocado? Melhor eu ir ler mais... (Sentiram o detalhe? LER!)

Em pouco tempo fui "solidificando" minhas idéias sobre pertencer a religiões, e vi que o melhor mesmo é ficar afastado delas. (Não só eu, mas todas as pessoas. As religiões deveriam morrer à míngua).

Agora, algumas décadas depois, mais maduro e mais informado ainda, posso afirmar:

O HOMEM NÃO PRECISA DE RELIGIÃO. TALVEZ ELA TENHA SIDO ÚTIL EM ÉPOCAS MAIS PRIMITIVAS, MAS DAQUI EM DIANTE, NÃO!


Eu posso provar em argumentação, que minha vida só poderia piorar se eu me convertesse à alguma religião:

Eis os porquês:
*Passarei a temer almas, demônios, infernos, além do próprio Deus! (Hoje nada temo, senão marimbondos, como ensinou-me meu pai, o Sr. Evaldo)

*Perderei 10% de meus rendimentos se for para religião tipo evangélica, com foco nos dízimos. (Isso nem precisa ser explicado, né? Sustentar barbudos, estou fora!)

*Talvez o pior: Terei que parar de pensar em sacanagem, ou pelo menos continuarei a pensar, mas com bastante dor de cabeça, como vários amigos meus crentes, já que a consciência vai ficar pesada, e como não se engana Deus, que tudo sabe, que tudo vê, vai ser "um inferno" pensar (ou praticar) a bendita sacanagem, sem ter que ficar implorando perdão para não ser condenado. Assim o stress passará a fazer parte de minha vida daí em diante, pois o inferno passaria a ser uma "opção", e não estou acostumado com bafo quente na nuca.

*Com o que aprendi até agora, eu SEI que estaria errado em mudar de vida, e queimaria meu único cartucho, o da minha existência, me contaminando com uma mitologia "nada a ver", o que seria um desperdício danado! Imagina se na velhice eu voltasse à lucidez e visse a "M" que fiz por todo esse tempo convertido. IRIA ME ARREPENDER DE TER SIDO RELIGIOSO Á TOA, E MORRERIA MUITO PUTO!!!!!! (Sim! Exemplifiquei o contrário do que os religiosos gostam de dizer, sobre o descrente "acordar" no fim da vida e se arrepender. Comigo é o inverso!)


E ainda tem algumas outras coisinhas adicionais a se considerar:

*EU PENSO! E até hoje NINGUÉM conseguiu argumentar comigo sobre religião em me converter/convencer, nem um átomo sequer. 

Posso ter dado "azar" e somente ter debatido com tolos ou meros incautos de "cabeça feita", que pouco traquejo têm do mundo das idéias e de seus confrontos, demonstrando geralmente que detestam ler, ou leem muito pouco (inclusive a bíblia!). 

Geralmente se perdem em repetições sinistríssimas e terminam ficando irritados e sem respostas, decretando que "já estou condenado", ou que "já sou dele" (diabo) ou que "um dia vou me curvar", ou "vai acontecer alguma coisa de ruim, e eu vou rapidinho procurar Deus".

Sério! Já me disseram tudo isso. Essas coisas só assustam à pessoas sem instrução ou sem raciocínio ou sem opinião.

Já me mandaram ler a bíblia (por que só ela? Tem o alcorão, os vedas, o talmude, etc...) MAS ACONTECE QUE JÁ LI, ORAS!

E ainda li muito desses outros livros ditos sagrados. Para mim ficou óbvio que não são históricos (Não existe registro factível nem de Jesus, podem procurar nos livros históricos, ou sites sérios sobre história, NADA CONSTA!), e no máximo, são apenas parábolas e narrativas da era do bronze, com muito fundamentalismo e muito obscurantismo (e muitas ameaças, que hoje não colam mais).


Será tão difícil assim entender que tudo isso foi criado por pessoas oportunistas que queriam controlar as massas?

Nunca leram nada sobre isso? “Um dogma é a mão de um antigo/morto no pescoço de um novo/vivo”, ou “Os evangelhos querem obrigar os nossos moços ao poder dos nossos velhos”... “Uma escola é o farol que ilumina, uma igreja é a neblina que esconde...” etc, etc, etc...

Mas até que em algumas passagens, esses textos dariam boa mitologia, poderia virar um bom filme, por exemplo.

Aliás, sou bastante fã de OS DEZ MANDAMENTOS de CECILL B DE MILLE, e revejo sempre que posso, assim como revejo FURIA DE TITÃS, e mesmo gostando muito não saio por aí achando que exista Deus ou Zeus.

Como bem disse num post do facebook o nobre Brenno Werneck:
"O auge do poder da igreja era chamado de idade das trevas e o seu declínio foi chamado de iluminismo -  nem precisa dizer mais nada né?"  - GENIAL!

Já argumentei "Por que não crer", e aguardo contestações (que não CREIO haver nenhuma boa das pernas, he he he)

Não dá para entender "Por que crer" (Alguém se habilita à argumentação? Tenho material para debates!)

Enfim: respondendo ao título do tópico:
Pergunta: CRER OU NÃO CRER?
Resposta: NÃO TEMOS QUE CRER, TEMOS QUE SABER!

Como falou minha heroína, Hipátia no filme "Alexandria": 
"Se não questiona o que acredita, você não pode acreditar"

FUI... (ler+)

sábado, 29 de dezembro de 2012

ANTENADOS!


Tenho sede...

Leio todo livro que posso, vejo todo filme que me desperta o interesse, assisto tudo que é documentário, procuro os seriados mais envolventes, sou fascinado pelas biografias, estou sempre disposto a conversar com quem também gosta, adoro debater!

Leio quadrinhos selecionados, ouço músicas das mais diversas, e curto freqüentemente a shows gravados, sou super-eclético, e curto tanto Kleiton & Kledir quanto Mozart, Pink Floyd ou Luis Gonzaga, pois a arte é eterna, indo além dos limites de tempo ou espaço.

Amo contemplar a vida e a natureza. Vejo numa simples lufada de vento motivos para filosofar.

Sinto-me cada vez mais realizado e mais amante da vida. A cada dia em que vivo dessa maneira, acordo e vejo o dia mais iluminado, claridade por todo lado!

Como dizia o pensamento de Confúcio, o conhecimento afasta medos e perplexidades, nos deixando mais sóbrios e cônscios do que realmente importa.

Ignoro pecados e castigos, fantasmas e demônios, e vivo de forma desassustada e, portanto, mais feliz e confiante.

Para tal, simplesmente dei alguns passos em direção à luz, saindo assim das sombras da ignorância, e não vejo porquê todos não possam fazer o mesmo.

Meu sonho é bastante piegas, eu sei, MAS É MEU SONHO MAIOR: Que um dia TODA a humanidade se ilumine, saindo da ignorância atual, e colha os inevitáveis benefícios de tal procedimento.

Seria o paraíso na terra.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A LOTERIA DO PENSAR




Uma pessoa do meu círculo de amizade, que não vou identificar, mas que pela credulidade serve como "modelo" para 95% do resto da população, chegou perto de mim pronta para escrever na palma da mão com uma caneta e perguntou de sola:
- Edecildo, domingo agora é dia dos pais. Vai ter o sorteio da "mega-sena", como tu é pai, me dá aí seis números entre 1 e 60 pra eu jogar.
Eu na maior desfaçatez e sem nem piscar, digo num fôlego só:
- 13, 14, 15, 16, 17 e 18!
- Ah, Edecildo, assim não! Fala os números direito!
- Ué, tanto faz! O sorteio é aleatório mesmo!
- Não brinca comigo! Fala salteado, vai.
- 2, 4, 6, 8, 10 e 12!
- Pára com isso, pô.
- Falando sério: Tanto faz mesmo! A chance de ganhar é a mesma do que com qualquer outra combinação!
- Que nada!
- Nunca ouviu falar de análise combinatória no colégio? Aleatório é aleatório.
- Ah, esquece isso. Escolhe na sorte aí pra mim.
- Esquece esse negócio de sorte. Vou te mostrar uma planilha que fiz a alguns anos que mostra suas reais chances de ganhar. Aí talvez você entenda como é difícil.
- Difícil quanto?
- É tão difícil que mesmo se mandarem eu passar na casa lotérica e pegar de graça alguns cupons com algumas apostas para concorrer, eu nem me daria ao trabalho. Imagina ficar na fila e ainda pagar por isso! JAMAIS!
- Que é isso? Tá maluco? Muitos ganham só com uma aposta.
- Eu sei, mas é difícil demais! Você nem imagina! Só funciona porque mostram quem ganhou em meio a muita gente e muita aposta. Já pensou se fossem mostrar os que erraram? Vou te mostrar a planilha...
- Eu só acredito na sua planilha se ela estiver computando os jogos anteriores, mostrando os números que mais saíram, os que menos sairam...
- Nada a ver! Pense no "cara-e-coroa": Se a aposta da "Mega-sena" fosse escolher cara ou coroa em vez dos 6 números em 60, não ia importar todas as estatísticas feitas.
- Como assim?
- Imagine que vou jogar a moeda agora. É uma chance em duas de acertar se você escolher cara ou coroa, ou seja: 50%.
- Certo, vamos lá!
- Afirmo que mesmo que um relatório estatístico mostrasse que os últimos 10 resultados fosse por exemplo "cara", o que seria uma coincidência monstruosa, isso de nada ajudaria a estimar qual seria o próximo resultado.
- Ora, eu acho que ajudaria sim. Pela estatística eu jogaria em "cara".
- Por quê? He he he. Estaria achando que o destino está com defeito? Que está travado no "cara"? He he he
- Sei lá. Parece que eu devo aproveitar essas coincidências do momento.
- Nada a ver! A cada vez que a moeda é jogada, as chances começam "do zero". É SEMPRE MEIO-A-MEIO A CHANCE DE DAR CARA OU COROA, não importa o que o passado mostrou.
- Sei não... eu não acho isso.
- Por quê você não pensou o contrário?
- Como assim?
- Ora, se tem 10 vezes que não sai a "coroa", ela sair na próxima deve ser bem mais possível, logo, vou jogar na "coroa", pois já deve estar "quase dando".
- É... também pode ser...
- Por isso que não pode ser o que a gente quer, é sim a lógica. Se o negócio for aleatório mesmo, não tem porquê haver uma tendência. Ao lançarmos a moeda, sempre volta a ser uma chance em dois de novo. E assim é com as "mega-senas" da vida.
- É uma lógica estranha!
- Mas é a lógica. Admito que nossos instintos emocionais vão meio que contra, mas temos que ser racionais.
- Difícil não ser emocional ao apostarmos para ganhar milhões.
- Não importa! Afirmo que a cada jogo, as chances são iguais de dar tanto 1, 2, 3, 4, 5 e 6, do que 03, 27, 42, 51, 54 e 58. E A MATEMÁTICA PROVA ISSO!
- Tem certeza?
- Tenho! Está tudo nos livros. Te mostro os cálculos e as fórmulas da minha planilha...
Nesse momento, vendo que meu incauto conhecido vacilava, resolvi inventar mais um exemplo.
- Pense bem! Se as estatísticas de algum jornal demonstram que, por exemplo, o número 42 nunca saiu até hoje, isso não muda nada quanto ao que pode ser sorteado amanhã. A MOEDA SERÁ LANÇADA ZERADINHA, E AS CHANCES SE IGUALAM. O 42 pode tanto sair como não, tanto quanto qualquer outro número.
- É... começo a perceber. - Falou meio sem ânimo.
De repente, o olhar de meu conhecido ficou estranhamente vago. Então deu um sorrisinho e anotou na mão alegremente enquanto falava.
- He he he. Vou anotar todos os números que você me disse, INCLUSIVE ESSE 42. Já me deste um bom palpite. DESSA SEMANA NÃO ESCAPA! Pode deixar que se eu ganhar, você não vai mais trabalhar pra ninguém: Pago alguém para cortar seus dois braços e suas duas pernas, HA HA HA HA!
Putz! Eu aqui falando sério e ficam de sacanagem comigo! Percebi então que não tem jeito: As pessoas preferem viver suas fantasias ilógicas do que pensar com lucidez. É uma válida porém torta maneira de ser feliz, mas eu prefiro a minha maneira, que pelo menos não cria falsas espectativas e o horizonte que vejo é bastante real, e quando é belo, é porquê é belo de verdade!

sábado, 4 de agosto de 2012

DOIS CAMINHOS


Na verdade, quando digo que tudo é ridículo, quero obviamente dizer pela PERSPECTIVA HUMANA, que é a única que temos.
Ora, o universo parece sempre ter existido por bilhões e bilhões de anos sem precisar de nossa presença.
Pelo jeito, ele continuará a existir DEPOIS da raça humana, talvez pela eternidade afora.
Tudo referente aos homens está BEM NO MEIO DE DUAS ETERNIDADES, uma para o passado e outra para o futuro.
Toda a história humana, todos os anseios, toda a existência afinal terá o mesmo impacto que uma breve fagulha na imensidão cósmica. EM SUMA: NÃO SOMOS IMPORTANTES!
A coisa toda é estonteante, e nossa visão simplesmente não abarca o todo, como sempre disseram os agnósticos.
Pode ser que ainda devamos evoluir alguma sensibilidade mais sutil, sacar a coisa toda e tal...
É por isso que alguns homens inventaram soluções metafísicas, como as religiões e seus salvadores, afinal realmente é difícil lidar com a idéia de morrer e "se acabar para sempre", perdendo nossa preciosa consciência.
Mas acho que assim viveremos imersos em fantasias tolas e tristes, como histéricos infantis.
Já que somos "obrigados" a existir e a não entender o porquê, o mais lógico seria escolher um dos dois caminhos:
Ou viver desinformado, assustado, encucado e sofrendo (SER TRISTE), ou o mais inteligente que é viver informado, lúcido, contemplativo e prazeirozamente (SER ALEGRE).
Assim aprendemos a conviver com os mistérios insondáveis, enquanto aproveitamos nosso único cartucho, que é essa nossa breve e louca vida, até que se prove o contrário.
POR ISSO DEVEMOS CELEBRAR: HAKUNA MATATA e CARPE DIEM

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O DOCE MISTÉRIO DO PORVIR

A despeito de tudo (ou do próprio nada), comprovadamente estamos aqui (nós e o universo), pois definitivamente somos algo (cogito, ergo sum?)
Antes de qualquer consideração, já nos vemos enfeixados em dor, frio, fome, prazer, medo… Isso graças aos nossos sentidos (sensores), sensíveis até demais.
Esse início ruim parece ser como que uma fase de adaptação, pois quando enfim vem a calmaria, vem junto também os primeiros deslumbramentos, mas que normalmente passam com os anos.
Por isso as crianças são mais felizes, com tanta fartura de curiosidade para ser saciada, vivem em eterna fome de saber (e viver). São sempre otimistas, pois seu futuro está em aberto e é promissor a seus sonhos. Tudo é lindo, tudo é belo, e esse estado contemplativo deveria ser preservado mesmo em idades avançadas, nem que apenas como função medicinal.
Isso porque o adulto comum é aquele que não se emociona mais com nenhum pôr do sol, ou com as estrelas. Já não quer sabem mais de nada. Não se importa de onde veio a própria vida, e apenas se apossa dela meio que indevida e arrogantemente sem mais nada querer saber. Não cultivou sua curiosidade juvenil, chegando mesmo ao ponto de esquecer como isso foi tão bom.
Mas isso é o normal, pois é o que em geral faz todo o reino animal depois de adulto. Afinal a vida pode ser bastante dura, e ir minando o que tem de melhor naquela criança receptiva.
Assim, embrutecido e com a mente já nublada e sem grandes expectativas, esse adulto descamba para tentar curar suas ansiedades e desesperos em duvidosas soluções alternativas, que terminam por matar de vez aquela criança interna. E adeus, felicidade.
Obviamente podemos ser bem melhores que isso. Quem não quer ser feliz de verdade? Basta cultivar aquela mesma primordial alegria de viver, baseada em curiosidade e perplexidade.
Basta nunca deixar que a criança esmoreça, e se a coisa está ficando entediante, basta buscar outras. A leitura e a contemplação por exemplo já são alimento suficiente para tal procedimento.
Segundo os agnósticos, nunca vislumbraremos a verdade absoluta, mas não é por isso que não devemos iniciar sua busca, de peito aberto e sem preconceito, sem medo do que vamos encontrar, afinal não é a verdade o que importa?
Jamais seremos os mesmos apáticos se iniciarmos essa jornada, e não importando a distância da “verdade suprema”, assim percorreremos um maior trecho dessa estrada em sua direção. O saldo sempre vai ser positivo.
Talvez seja para ser assim mesmo, um tipo de trabalho solitário mas ao mesmo tempo em conjunto, e no quadro geral da existência fazer apenas a nossa parte.
Se for assim, prefiro ser um dos que fez a sua parte do que um que não fez nada. Quem sabe para que existimos? Talvez sejamos “sondas coletoras”, semeadas pelo universo afora, apenas para apurar fragmentos da existência para um objetivo maior e sob todos os ângulos, insondável.
Mesmo que os agnósticos estejam certos, e nunca compreendamos o todo, ainda assim prefiro ser um “sensor” útil a essa causa.
Que eu não tenha coletado tudo o que aprendi em vão.
Que no “meu final”, recolham a informação QUE EU RECOLHI.
De todo modo, mesmo equivocada essa visão, cultivar essa “volição do saber” é uma opção prazerosa O suficiente para preencher, divertir e dar sentido a toda uma vida.
O tédio não existe para quem vive por parâmetros desse tipo.
Mas talvez, paradoxalmente o que mais satisfaz nisso tudo é a permanência do mistério, do regozijante mistério…
O mistério é simplesmente saboroso. Gosto de chamá-lo de “o doce mistério da existência”, …e acho que sempre vai haver o maior de todos, já que em detrimento do nada, existimos

domingo, 12 de fevereiro de 2012

CARPE, CARPE DIEM

 

Por que a vida não pode ser maravilhosa somente por existirmos? Somente por respirarmos regozijantes o ar gratuito que nos envolve?
Por que precisamos estar creditando a deuses e entidades tudo o que acontece? Pra que ficar nesse dramalhão todo? Que defeito é esse do ser humano?
Acha pouco a grandiosidade do cosmo? Ou o contentamento que experimentamos sempre que contemplamos um céu estrelado ou um nascer do sol?
Pra quê complicar? RELAXEMOS, POIS, e curtamos essa fresta de existência que gostamos de achar que é nossa.
Não contemos com paraísos futuros, e como lei, basta apenas fazer ao próximo o que faríamos a nós mesmos. Parece óbvio e piegas, mas é a pura verdade.
A VIDA É BELA, CACETE! E isso deveria bastar para que vivamos extasiados e a contabilizar um valor cada vez maior a cada segundo que vivemos, pois sabemos que faltam sempre bem menos do que gostaríamos. Em suma: devemos adquirir a noção de que ficamos mais valiosos quanto mais perto do fim estamos.
...todo o resto é ignorância ou frescura.

"...Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas" (Sociedade dos poetas mortos)