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segunda-feira, 16 de março de 2015

O UNIVERSO É VIVO!


Toda a vida na terra, toda a arte, todos os sonhos, todas as concepções científicas e religiosas, verdades e mentiras, toda sinfonia composta ou ainda por compor, são apenas arrumações possíveis da matéria, orquestradas pela enxurrada de energia vinda do sol, que nos inunda gratuitamente, ainda que por tempo bastante longo, porém finito.

Em outras palavras, tudo referente ao gênero humano que possamos inferir, É PRÓPRIO DO UNIVERSO, o que definitivamente torna-o como que nosso pai, nosso criador.

A vida e a inteligência são inerentes aos átomos. Brotamos da matéria, e esse é um doce mistério, pelo jeito o maior deles.

 PERPLEXIZEM-SE! Pois pela imensidão afora, muito provavelmente temos outras manifestações semelhantes a nós, em menor ou maior potência.

PODEMOS INFERIR QUE O UNIVERSO É VIVO, E SOMOS SEUS OLHOS E MENTES!

Que outra compreensão pode ser maior que essa?


sexta-feira, 4 de abril de 2014

PONTA DE FACA?


É óbvio que é perdoável uma pessoa ter limitações para aprender. Ninguém nasce sabendo, diz o ditado, e todos temos algumas.

O problema é que mesmo as pessoas mais limitadas também tem ego, e muitas vezes não querem admitir que pensaram errado por toda a vida.

As pessoas deviam é cultivar a atitude de aprender, de reconhecer seus erros e procurar corrigi-los.

Mas não! Entram numa neura de que assim se humilham! Que já são senhores de si, e não precisam mudar nada!

Não gostam de ser burras, mas também não fazem muito para melhorar.

Não estou falando de todos, mas estou falando da maioria, das massas, que vive apenas para as coisas básicas: comer, beber, viver, futebol, bbb, religião, etc... 

É um desperdício de humanidade, mas para eles não parece.

Maldita limitação! Ou não! O problema estaria mais na capacidade de processamento...

Para uma pessoa com capacidade média de raciocínio, ter que ganhar a vida nesse mundão frio e assustador, impiedoso e injusto, pode consumir todas as suas forças, não restando muita energia para pensar direito (lembrando que o cérebro consome cerca de 40% de nossa energia).

Triste isso, mas realmente parece ser mais por causa de "hardware" que "software"... uma questão de sorte então!

Como me dói concluir que não adianta tentar educar a todos... um sonho a ponto de ser desfeito.

Lembrei-me bruscamente de Nietzsche. Algo mais ou menos assim:

"Não são as massas, a meta da evolução..."

Sei que não existem metas aparentes na Evolução, mas eu entendi o que ele quis dizer.

Mas ainda vou tentar mais um pouco.

...Semeiam-se vários grãos para vingar algum. (Sem aspas por ser frase minha)

sexta-feira, 21 de março de 2014

E MEU EGOÍSMO, COMO É QUE FICA?

É uma ideia poderosa e desoladora, saber que todo o castelo de um homem um dia terá desabado.

Todos nós temos nosso canto, nosso refúgio, nosso mundo particular, nosso castelo, enfim.

Não precisa ser nada demais: Nossos livros, escritos, miniaturas, quadros na parede, discos e arquivos eletrônicos com uma seleção de décadas de gosto pessoal.

É nesse canto que realmente vivemos. Passeio verdadeiro é o passeio mental.

Ilude-se aquele que pensa que para passear precisa deslocar todo o organismo por aí.

NÃO! Minhas maiores viagens foram cósmicas e portentosas, mundos e mundos, tanto galáticos quanto medievais, tanto no futuro quanto no passado, mas mentais. Poderosamente mentais. Isso é viagem!

Quando um dia partirmos na viagem derradeira, todo aquele castelo de cultura adquirida empilhada não vai mais ser tão querido por ninguém quanto foi por nós. A tendência é desmoronar...

O que podemos fazer? Aquele universo coletado de uma vida de experiências reside apenas nas camadas bioelétricas de nossos neurônios, na nossa mente. É parte de nossa consciência, que vai se dissolver junto com o restante dos átomos de nosso corpo.

Me parece um desperdício que aquilo tudo só tenha servido para meu deleite, temporariamente apenas. É SÓ ISSO? E MEU EGO?

Eu sei que posso deixar filhos, árvores e escritos, com vislumbres de meu mundo, MAS EU MESMO JÁ ERA!

Me recuso a inventar soluções metafísicas infantis de continuidade somente para "ir feliz", imaginando um falso propósito!

Ainda assim, saboreio um imenso e gostoso mistééééééééééério.... e concluo que somente por ter existido, já valeu a pena, obviamente, pois fui (estou sendo) a probabilidade insanamente improvável realizada. E TENHO CONSCIÊNCIA DISSO!

Aliás, todos nós somos afortunados por isso.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

SOMA DE UNIVERSOS: O MEME SUPREMO


SOMA DE UNIVERSOS: O MEME SUPREMO

Às vezes sinto que a mente da gente é um universo inteirinho, contido dentro de nossa cabeça.

Em alguma dimensão, realmente seria isso mesmo, pois uma tentativa de emulação de universo, virtualmente é OUTRO universo, já que por "n" motivos "técnicos", nunca atingimos a perfeição da nossa emulação.

Eu explico: TEMOS UMA CONSCIÊNCIA (doce mistério...) que foi gerada pela complexidade de nossos cérebros.

Para conseguirmos viver e interagir com tudo à nossa volta, nós primeiro "gravamos" as impressões de tudo o que alcançamos com nossos sentidos, formando assim, aos poucos, um "resumo do mundo" feito somente do que conseguimos.

É em cima desse mundo virtual só nosso que projetamos, extrapolamos, simulamos e tomamos todas as nossas decisões.

Ora, por mais que coletemos informações, seja por experiências ao vivo ou pelas leituras, o mundo que criamos/imaginamos sempre está abaixo da complexidade do "verdadeiro".

Mas ainda assim, É UM MUNDO VIRTUAL, que só nós mesmos podemos acessar, e o que for considerado importante, podemos transmitir aos outros, conversando ou escrevendo.

Aliás, é por isso que é muito importante passar adiante tudo o que temos de bom, que aprendemos ou concluímos, pois esse mundo virtual será deletado ao morrermos!

A raça humana, como um todo, está evoluindo rapidamente justamente por estar colecionando o suprassumo do pensamento de milhares de anos de coleta daqueles que deixam registro ou passam adiante.

A coisa é exponencial, explosiva mesmo, e está acelerando muito rápido, e imagino o que vai ocorrer no "final" desse processo, quando em alguns séculos talvez, a raça inteira atingirá um patamar de "deuses", ou algo do tipo.

Explico: Leonardo Da Vinci ou mesmo Einstein teriam um troço se os trouxéssemos para o presente e tentássemos explicar a eles o celular, a internet, o Hubble, a Biologia Molecular... a vida atual, enfim.

Se trouxéssemos um homem das cavernas então, ele MORRERIA VESGO E BABANDO, com a cabeça a mil, sem entender nada, só de olhar para tudo isso.

Bem, pra finalizar, só sei que os homens da terra são coletores de conhecimento, e "está rodando" um "software acumulador" na MENTE COLETIVA da raça que está gerando "universos virtuais" cada vez mais aperfeiçoados.

Se por evolução o homem num futuro longínquo se desgarrar da matéria, como vários escritores de ficção já sugeriram, talvez possa se mudar para dentro de uma internet "simuladora biológica", e tal.

O que imagino é que assim poderia haver um "mix mental humano", como se toda a raça se misturasse num ser só, quase "divino", um ser coletivo, podendo assim somar seus universos individuais "médios" num mais "absoluto", mais completo e diferente do real, mais idealizado, "arredondado para cima", definitivo e colossal meme... e MERGULHAR NELE!!!!

Passaríamos a ser (e ter) tudo, criando assim nosso próprio nirvana, pois atingiríamos um patamar tão elevado que todo o desejo imaginável cessaria... 

Viajei... e gostei...

Talvez eu escreva um livro de FC com esse tema, se algum Arthur Clarke ou Isaac Asimov (Ou algum leitor do site) ainda não o fez...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

HOMO MACULATUS

HOMO MACULATUS : O Homem não divino, "sujo"...

Para mim, uma das maiores evidências de que os seres vivos não foram criados por algo divino (Deus, etc) é a sua própria natureza “suja”, material e mecânica.

É como se fôssemos engendrados, arremedados meio que “às pressas”...

Não parecemos nada perfeitos ou divinos já que fomos fabricados hidraulicamente, movidos com pistões e tendões e lubrificados com mil gosmas hormonais, e eletrificados por espasmos bio-elétricos.

Se fôssemos como dizem os criacionistas, criados à imagem de Deus, seríamos verdadeiras obras de arte, talvez ocos como a boneca Barbie, mas magicamente móveis, sem o “mecanicismo” grosseiro que nos move.

Ou talvez fôssemos preenchidos com matéria sólida, mas divina, que inquestionavelmente nos deixaria sem explicações “materiais”. Ou então talvez, seres de luzes e energia, por que não? Assim todos adorariam o criador sem dúvida.

Mas não: Temos no organismo estruturas “robóticas” que até expressam um tipo de micro engenharia, mas bastante rasteira perante os poderes cósmicos.

Temos dor de barriga, vermes, piolhos, câimbras, mau-hálito, etc. Estamos presos numa cadeia natural junto com outros animais, e o universo sempre parece ter existido sem os homens por 99,999% de seu tempo e pelo jeito deve continuar para sempre depois do homem ter perecido.

Estamos presos entre duas eternidades: o passado e o futuro.

É, meu amigo! Não tem com concluir outra coisa! Se houve criação foi no início de tudo, se é que houve um início.

Nós, homem, terra, sol, galáxia, e tudo que enxergamos, somos uma parte muito sólida, muito suja até.

Não! Não podemos ser divinos.

Não viemos do pó, e sim da lama.

O que nos confunde é termos dentro de nós processos de pensamentos. Mas acho que nossa mente é provavelmente uma exceção, uma anomalia no universo que deu certo, ou seja, nos faz pensar! Einstein estava certo em achar que isso é que realmente é o incompreensível.

O que desnorteia é que somos antropocêntricos, mas eu peço bom senso. Pensem que o universo é virtualmente infinito, e em quatrilhões de outros mundos, a mente não vingou.

Deve ser muito raro essa “arrumação” dar certo. E só deu certo porque “o mundo é grande”. Muitas sementes apodreceram para que uma (a nossa) vingasse.

O problema é a intencionalidade.

Sejamos mais sensatos e mais humildes, e contemplemos a nossa misteriosa existência aqui do nosso canto a regozijar como um ermitão a descansar afortunado na caverna, entrevendo as estrelas e bem aconchegado, ouvindo o barulho das ondas e dos ventos.

Precisamos aprender a nos deleitar com essa dádiva.

COGITO, ERGO PASSUS (PENSO, LOGO SOFRO)

COGITO, ERGO PASSUS (PENSO, LOGO SOFRO)

Certa vez, um conhecido meu deu a entender que não se deve falar de tão nobre assunto (filosofia & afins) com palavras "comuns".

Eu acho que pelo contrário, devemos popularizar o conhecimento.

Mas por curiosidade, resolvi “pensar difícil”. Lá vai:
(É para você, amigo pedante)

De acordo com a elucubração de Descartes, que nos legou a pérola referente ao vínculo do pensamento com a questão do porvir, só nos resta aproveitar de nosso metabolismo, e assim, aliados de nossa vasta rede neural, dissecarmos todos os matizes, do não menos vasto espectro dos prazeres da matéria e suas ligações físico-eletro-químicas (lindíssimas e saborosas!).

Nada que deva ir intencionalmente em confronto com as luminescências do eminente Siddartha Gautama, vulgo "O Buda", que fechou o cerco em cima das volições, e anulando todo o querer humano, imaginava uma redenção nirvânica, remindo assim o espírito, em detrimento da danação corpórea.

Não atino, logo por isso mesmo discordo, como concluindo nada querer, iria desse revés, "querer" de qualquer jeito as inanições, dores e outras carências, que mortificariam nosso arcabouço biológico, que em última instância, ou sou eu ou o meu repositório.

Se o Buda estivesse certo, um tiro na cabeça ou uma boa dose de cicuta seria um ótimo atalho para adentrarmos no etéreo nirvana.

Seria o corolário absoluto do "não desejo" (o de viver).

Nenhuma outra atitude de nenhum budista conseguiria superar tal feito!

VINI, VINDI...

Como de praxe, fui atirado no mundo sem autorização alguma. Agora quem não quer sair sou eu!

O único diferencial que ofereço ao mundo é minha determinação de questionar. Questiono até o ato de questionar.

Acho que é inevitável (deveria ser) a qualquer ser pensante querer saber o porquê de tudo (isso é ser verdadeiramente epistemólogo).

Quem não pára para pensar deve ser bem feliz, pois não se angustia com o porvir do universo, os grandes porquês, etc.

Tenho uma enorme efervescência em minha mente, e não sei se um dia vou externá-la.

De qualquer modo, estou juntando nesse blog alguns textos meus de diversas épocas e assuntos com o objetivo de "sacudir", semear, ensinar, debater, etc.