terça-feira, 28 de dezembro de 2010

COGITO, ERGO PASSUS (PENSO, LOGO SOFRO)

COGITO, ERGO PASSUS (PENSO, LOGO SOFRO)

Certa vez, um conhecido meu deu a entender que não se deve falar de tão nobre assunto (filosofia & afins) com palavras "comuns".

Eu acho que pelo contrário, devemos popularizar o conhecimento.

Mas por curiosidade, resolvi “pensar difícil”. Lá vai:
(É para você, amigo pedante)

De acordo com a elucubração de Descartes, que nos legou a pérola referente ao vínculo do pensamento com a questão do porvir, só nos resta aproveitar de nosso metabolismo, e assim, aliados de nossa vasta rede neural, dissecarmos todos os matizes, do não menos vasto espectro dos prazeres da matéria e suas ligações físico-eletro-químicas (lindíssimas e saborosas!).

Nada que deva ir intencionalmente em confronto com as luminescências do eminente Siddartha Gautama, vulgo "O Buda", que fechou o cerco em cima das volições, e anulando todo o querer humano, imaginava uma redenção nirvânica, remindo assim o espírito, em detrimento da danação corpórea.

Não atino, logo por isso mesmo discordo, como concluindo nada querer, iria desse revés, "querer" de qualquer jeito as inanições, dores e outras carências, que mortificariam nosso arcabouço biológico, que em última instância, ou sou eu ou o meu repositório.

Se o Buda estivesse certo, um tiro na cabeça ou uma boa dose de cicuta seria um ótimo atalho para adentrarmos no etéreo nirvana.

Seria o corolário absoluto do "não desejo" (o de viver).

Nenhuma outra atitude de nenhum budista conseguiria superar tal feito!