terça-feira, 3 de dezembro de 2013

DA INEVITABILIDADE DO CETICISMO DIANTE DA VOLIÇÃO DO APRENDER

DA INEVITABILIDADE DO CETICISMO DIANTE DA VOLIÇÃO DO APRENDER

Certa vez, em meio a um debate sobre religião, entre eu e uma amiga evangélica, eu disse que eu "não podia fazer nada" quanto a pensar assim, ceticamente, já que depois de pensar e concluir, eu estava apenas externando O QUE APRENDI, e isso não é controlável por mim, nem deveria ser condenável.

Em suma: EU NÃO TENHO CULPA DE TER PENSADO/CONCLUÍDO.

A partir daí, ela me disse que passou a me ver com outros olhos, e que até me entendia um pouco, já que antes ela me via como um proposital encrenqueiro, ou coisa parecida, que era ateu porque queria, até por implicância.

Legal ela entender que um verdadeiro cético não "faz força" para ser ateu ou coisa parecida. Apenas processou informação coletada e chegou a determinadas conclusões.

Somos amigos até hoje, apesar de sempre nos cutucarmos, zoando um ao outro por sobre nossa barreira.

Mas ainda acho que "ganhei a questão', pois diferente de mim, ela (e outros crentes) não procuram por informações novas para fechar uma conclusão. Simplesmente desprezam o que se escreveu depois da bíblia.

Um outro amigo meu, um pastor, me disse um termo que achei interessante. Ele falou que as pessoas que estudam são mais "desprendidas".

E é meio que isso mesmo: Concordo plenamente, pois o contrário significa que quem não "sai da toca" para aprender novidades, está mais para uma pessoa presa do que desprendida. Então... VAMOS AOS LIVROS!

Eu testemunho isso, pois eu me sinto ótimo, livre de pesos de consciência, uma maravilhosa sensação de paz e liberdade, sem neuroses de "ser observado" por entidades divinas, almas, demônios e seres fantásticos.

Não posso conceber mudar essa situação "para pior"... eu teria que "desaprender" e "desconcluir" muita coisa.

Por isso digo que quem é realmente cético jamais muda para crente. Já o contrário é bastante possível: Basta tomar coragem, deixar de preguiça e "sair da toca"...